Arie Halpern: as tecnologias integradas para o cidadão nas cidades inteligentes

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Esqueça o investimento em infraestrutura moderna: criar cidades inteligentes pouco ou nada tem a ver com a construção de edifícios arranha-céus glamurosos. Por definição, cidades inteligentes são aquelas que conseguem se desenvolver no âmbito econômico ao mesmo tempo em que objetivam a qualidade de vida dos habitantes. O conceito, descrito pela primeira vez em 1999, é cada vez mais tangível. De acordo com estudo feito pela Organização das Nações Unidas, há um século, existiam menos de 20 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Atualmente, existem mais de 450 cidades com 1 milhão de habitantes espalhadas pelo mundo. Esse crescimento exponencial requer melhorias, e é a tecnologia que torna possível reformular e até mesmo erguer cidades do zero capazes de atender esse êxodo urbano.

Segundo definição da consultoria Gartner, uma cidade inteligente “é baseada em trocas inteligentes de informação, que são analisadas e traduzidas em serviços comerciais para o cidadão”. Na teoria, portanto, o cidadão não é só um personagem do processo, mas o protagonista. Tomando como referência a cidade de Songdo, na Coreia do Sul, que foi construída do zero a partir do conceito de smart city, é possível observar a projeção e a solidificação existente entre tecnologia e urbanismo. Ali, uma rede de computadores funciona como coração da cidade, conectando todos os sistemas (transporte, energia, tráfego etc.) disponíveis. Também em Songdo, resíduos domésticos são sugados diretamente das cozinhas das residências, e chaves são coisas do passado: a biometria domina. Pode parecer pouco, mas a integração dessas e outras tecnologias permite trazer inovação para os espaços urbanos, criando um cenário eficaz para seus habitantes.

Mas, ainda que não se comece do zero, é possível realizar adequações. Cidades pelo mundo têm adaptado suas estruturas para atenderem à demanda populacional e, no Brasil, um case de sucesso é a cidade de Águas de São Pedro, localizada no interior do Estado de São Paulo. Apesar de possuir cerca de 3 mil habitantes, empresas de tecnologia como a Huawei e a Telefônica viram na região uma oportunidade para projetar a primeira cidade digital inteligente do Brasil, que se encaixa no conceito de cidade inteligente. Não é à toa, afinal, que, entre diversas inovações tecnológicas, a cidade do interior dispõe, por exemplo, de um sistema de saúde amplamente conectado, com postos de saúde que possuem agendamento pela web e acesso online à agenda dos profissionais disponíveis para consultas. Isso sem falar nos sensores espalhados pela cidade instalados em cada vaga de estacionamento, que enviam informações sobre a ocupação dessas vagas.

São muitos os indicadores que podem determinar se uma cidade é inteligente, e muitas devem assumir essa “condição”, se não de maneira abrangente, em sistemas específicos, mais inteligentes e dinâmicos, para prover facilidades para seus cidadãos. Com serviços reformulados e integrados, repletos de hiperconectividade, as smart cities integram tecnologias nas mais diferentes áreas (mobilidade, saneamento, serviços públicos etc.), buscando as melhores medidas responsáveis pelo conforto da população.

 

 


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