As tecnologias são disruptivas quando criam novas experiências, explica Arie Halpern

As tecnologias são disruptivas quando criam novas experiências, explica Arie Halpern

As tecnologias são disruptivas quando criam novas experiências, explica Arie Halpern

As tecnologias disruptivas vêm ganhando mais e mais espaço, transformando mercados e negócios, além da vida dos consumidores. Hoje, é quase impossível acompanhar todas as inovações que, de uma forma ou de outra, mudam a maneira como executamos atividades rotineiras. “Essas tecnologias trazem o potencial de modificar hábitos”, comenta Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em tecnologias disruptivas e inovação.

O impacto delas nas nossas vidas é estimulante.  Um bom exemplo é a internet. O sistema global de redes de computadores permitiu que se alterassem diversos costumes da sociedade e sua maior colaboração foi a velocidade com que informações podem ser trocadas.

O mercado de tecnologias disruptivas, que inclui mídias sociais, Big Data, robótica e novas formas de manufatura aditiva, é um dos mercados que mais cresce no mundo, devendo movimentar US$ 33 trilhões até 2035. Quando uma empresa apresenta um novo produto disruptivo, por melhor que seja a tecnologia utilizada, ela valerá muito pouco se não conseguir impactar e modificar os comportamentos sociais, possibilitando às pessoas novas experiências, diz Arie Halpern, pois, sem isso, ele não conseguirá penetrar nos costumes das sociedades e logo será esquecido.

Para se ter uma ideia de como esse tipo de transformação social é impactante, diversos estudos acadêmicos já foram feitos sobre o tema. Um relatório publicado pela McKinsey Global Institute conclui que o desfile incessante de novas tecnologias está se desenrolando em diversas frentes. “Quase todo avanço é anunciado como uma descoberta de grande impacto na lista de próximos grandes avanços’, diz o relatório. Mas, segundo o estudo, nem toda tecnologia emergente alterará os negócios ou cenário social – somente algumas possuem um verdadeiro potencial disruptivo para alterar o status quo, mudar a forma como as pessoas vivem e trabalham e rearranjar os valores.” Portanto, sugere o estudo, é fundamental que os líderes empresariais e políticos compreendam quais tecnologias importam para eles e se preparem adequadamente.

William Housley, sociólogo da Universidade de Cardiff, estuda tecnologias disruptivas e transformações sociais. Para ele, é interessante desenvolver a noção de que tecnologias disruptivas são, ao mesmo tempo, de design, que exibem reconhecimentos automáticos configurados para reconstruir relações sociais. Assim, enquanto disruptivas, elas também se utilizam do design para refazer e reconfigurar termos sociais para o futuro.

O que torna uma tecnologia verdadeiramente disruptiva e como reconhecê-la? “O processo disruptivo é sobre experiências. Por exemplo, não foi a chegada do Uber que alterou os serviços de carona – muitos táxis já usavam aplicativos parecidos, como o 99Taxis e EasyTaxi”, explica Arie Halpern.  “Esses aplicativos, no entanto, mesmo tendo facilitado a forma de se chamar um táxi, não mudaram a experiência que as pessoas tinham nesse tipo de situação, que foi o que o Uber conseguiu fazer.” Em resumo, o Uber conquistou o espaço dos táxis porque conseguiu tornar a experiência de pegar uma carona melhor do que seus rivais.

Reconhecer uma tecnologia verdadeiramente disruptiva é identificar seu potencial de trazer novas experiências aos usuários. Os drones, por exemplo, são apenas mais um produto da robótica e o que os torna disruptivos é a experiência de tê-los entregando pizza na porta da sua casa ou usá-los para sobrevoar grandes plantações. Mesmo a realidade aumentada enfrentou diversas barreiras por ninguém saber como ela poderia ser utilizada realmente, até que aplicativos como o Pokemon Go surgiram no mercado para refrescar a forma como as pessoas lidavam com essa tecnologia.

“Para o empreendedor, o essencial é se perguntar: o que estou criando terá impacto no cotidiano das pessoas? Se a resposta for não, você estará investindo em uma tecnologia que logo será ultrapassada”, diz Arie Halpern. Com o mercado de produtos disruptivos conseguindo cada vez mais dinheiro de investidores, não há dúvida de que teremos mudanças em várias experiências do nosso dia a dia em um futuro próximo.


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