“As inovações digitais dependem das tecnologias disruptivas”, diz Arie Halpern

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“As inovações digitais dependem das tecnologias disruptivas”, diz Arie Halpern

Não é surpresa para ninguém que o mundo caminha a passos largos para o mundo digital. Computadores, smartphones, videogames e redes sociais conquistaram espaço no mundo em que vivemos. Segundo um relatório publicado este ano pela Business Insider, 43% das pessoas no mundo  hoje são conectados à internet, podendo conversar, compartilhar fotos e vídeos e interagir com outras  do planeta  todo. “O  estudo reforça o quanto estamos dependentes das tecnologias digitais e aponta para outro aspecto – o quanto ainda podemos evoluir nesse campo. Sem dúvida, nessa área ainda teremos muitas inovações disruptivas”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

No relatório da Business Insider, cinco principais tendências do mercado digital são citadas: mobiles (como smartphones e tablets), e-commerce, mídias digitais, serviços digitais de finanças e a internet das coisas.

1. Mobiles – Os mobiles ou sistemas operacionais móveis são os famosos smartphones e tablets que conquistaram consumidores no mundo todo. Este ano, o Brasil chegou a 168 milhões de smartphones utilizados, número que deve chegar a 236 milhões em apenas dois anos, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Nesse campo, a bola da vez são os aplicativos de mensagem, como Whatsapp e Snapchat. Os quatro maiores apps da categoria têm aproximadamente 3 bilhões de usuários no mundo e são os mais abertos pelas pessoas em smartphones.

O mundo corporativo está aproveitando esse movimento para agregar aos  apps outros serviços utilizados pelos usuários, como pagamentos e compras. “As empresas perceberam que essa junção é algo viável e lucrativo”, diz Halpern. “Seria muito prático você ter a possibilidade de chamar um táxi, comprar produtos ou mesmo fazer reserva em um restaurante, tudo por um único aplicativo de mensagem.”

2. Mídia digital – Mídias digitais não são apenas jornais online ou redes sociais, mas qualquer formato de mídia eletrônica em que os dados são armazenados em formato digital. Para a Business Insider, são os bots que devem roubar a cena. Bot é uma aplicação de software concebido para simular ações humanas repetidas vezes de maneira padrão, da mesma forma como faria um robô. Por exemplo, quando você digita um termo em um site de busca, são os bots que encontram e indexam páginas novas.

“Mas nem todos os bots são bons”, explica Halpern. “Muitos deles são usados para enviar spam ou malware para outros computadores ou até mesmo para utilizar redes sociais se passando por usuários, o que causa problemas principalmente para os usuários da internet.” Em um quadro geral, o tráfego humano na internet representa 50%;   30% são de bots “bons” e 20%, de bots “maus”. Esses bots maliciosos acabam, além disso,  tirando bilhões de dólares da indústria de mídias digitais. Segundo um estudo da ANA, a associação de anunciantes dos Estados Unidos, os bots causarão um prejuízo de US$ 7,2 bilhões m 2016.

3. Serviços digitais de finanças – Pagamentos pelo celular ganharam a preferência dos consumidores nos últimos anos. Empresas como a Apple e a Samsung têm investido em carteiras digitais que podem substituir o cartão de crédito. Para Arie Halpern, no entanto, ainda será necessário mais um tempo até que a carteira digital ganhe espaço entre os usuários. “O grande impasse dessa tecnologia é quem a utilizará primeiro”, explica ele. “Os comerciantes querem esperar os consumidores começarem a usar a tecnologia antes de se cadastrar, enquanto os consumidores querem que os comerciantes se cadastrem antes de começar a usá-la.”

Os bancos também acreditam que o uso dessas tecnologias pode trazer mais riscos para os consumidores. A consultoria Accenture conversou com 300 gerentes de bancos e 85% deles acreditam nesse maior risco potencial, ao mesmo tempo em que 52% disseram esperar trabalhar com parceiros digitais nos próximos dois anos.

4. E-commerce – Conforme o mercado online cresce, varejistas têm de entregar mais pacotes, obrigando os correios a melhorar sua logística. O resultado é que as transportadoras aumentam o valor de suas taxas. “Esse ambiente incerto abre muitas oportunidades para inovação, como o correio australiano que planeja usar drones e veículos autônomos no futuro”, comenta Halpern. “Empresas como a Amazon estão investindo em seu próprio sistema de entrega para evitar esses problemas.”

5. Internet das coisas – No mundo inteiro, grandes corporações estão correndo para sair na frente no mercado da internet das coisas. Uma pesquisa divulgada pelo Gartner estima que a IoT vai gerar US$ 300 bilhões até 2020, com a quantidade de dispositivos conectados indo de 25 bilhões para 200 bilhões. A Nokia é uma das empresas que está interessada nesse processo: em fevereiro, anunciou um investimento de US$ 350 milhões para tecnologias e sistemas de IoT.


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