Aviação do futuro: modelo comercial em formato “V” decola na Holanda

Um revolucionário avião, que promete estrear em voos comerciais durante esta década, fez seu primeiro voo esta semana na Holanda. Trata-se de um modelo em forma de “V”, cuja cabine de passageiros e dos pilotos, os tanques de combustível e todos os demais equipamentos integram as asas. A vantagem é uma economia importante de combustíveis, estimada na casa de 20% em relação aos mais modernos aviões de carreira que hoje cruzam os céus. Dessa forma, haveria a possibilidade de, com uma mudança no formato da aeronave, tornar a aviação mais barata e, ao mesmo tempo, mais sustentável. Por hora, trata-se ainda de um protótipo, com cerca de 3 metros de envergadura e 22,5 quilos, controlado à distância.

“Esse é um sonho que os projetistas já têm há muito tempo, usar o formato das asas para nelas fazer as partes aproveitáveis, que vão acomodar os passageiros e cargas, mas ninguém ainda havia conseguido um modelo viável”, explica o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. Ainda de acordo com Halpern, só foi possível dar esse passo com as novas funcionalidades dos supercomputadores, que analisam o design no túnel de vento em busca da melhor configuração.

O modelo, chamado “Flying-V”, foi desenvolvido por uma empresa de drones holandesa chamado TU Delft, em parceria com a conterrânea KLM, que opera jatos de passageiros. O projeto está sendo acompanhado pela desenvolvedora de aernoaves Airbus. Na última hora, a equipe teve de mudar o centro de gravidade do protótipo e melhorar a telemetria, mas, ao final, o voo inaugural foi um sucesso, inclusive na decolagem, que era o momento considerado mais crítico.

Propulsão a hidrogênio

O próximo passo, além de avançar para modelos maiores até chegar a um que cumpra rotas comerciais de longo alcance, é tornar o voo totalmente sustentável, com zero de emissão de gases causadores de efeito estufa. Os projetistas entendem que o avião em formato de “V” o torna viável para o uso de hidrogênio líquido como combustível em escala comercial nos próximos anos.

Com informações: Airbus; KLM; TU Delft; Phys.

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