Biohacking Assistant – O futuro da saúde

Biohacking é a junção da tecnologia e da biologia para melhorar ao máximo o desempenho corporal de seres humanos. É o processo de fazer uma espécie de mapeamento de todo o organismo para descobrir pontos falhos e melhorá-los. Ou seja, é hackear o corpo para identificar como otimizar seu funcionamento.

O termo, no entanto, abrange um universo muito amplo, que vai desde o monitoramento da alimentação e do sono para identificar formas de melhorá-los influenciando no desempenho do organismo até o uso de implantes. Alguns adeptos, com a ambição de se tornarem espécies de super-heróis, levam o conceito a extremos.

Nos últimos anos, vimos a tecnologia vestível, usada para monitorar a saúde e a atividade física, se multiplicar. Smartwatches, pulseiras que rastreiam o condicionamento, óculos inteligentes e mesmo aplicativos que analisam os dados e fornecem orientações para o melhor desempenho.

Assim, há quem diga que os implantes embutidos são a próxima evolução lógica da tecnologia vestível. Já existem algumas dessas tecnologias biohacks disponíveis no mercado. Tatuagens eletrônicas, chips de memória, implantes magnéticos e sistemas de orientação por GPS para serem implantados no corpo humano são alguns deles.

Temos como interferir em nossa biologia por meio de tecnologia capaz de modificar aspectos nutricionais e físicos. A ideia por trás do biohacking é que o que colocamos em nossos corpos tem grande impacto em como nos sentimos. E que podemos aprimorar nosso próprio organismo, como melhorar a memória e o foco ou sermos mais produtivos.

Limites éticos

Se as considerarmos num contexto mais amplo, essas tecnologias já fazem parte de nossas vidas. Lentes de contato, aparelhos auditivos, marca-passos e próteses são recursos que incorporamos ao organismo para melhorar seu desempenho, da mesma forma que há pessoas implantando chips RFID que contêm dados de identificação ou informações de saúde, senhas para abrir portas ou fazer pagamentos.

Um avanço recente são os assistentes digitais de biohacking.  Um deles, o Biobetter, usa inteligência artificial (IA) para, baseado em exames de sangue, dar recomendações sobre alimentação, atividade física e controle de estresse para melhorar o desempenho e a produtividade e, de acordo com seus criadores, pode desacelerar o envelhecimento e prevenir doenças.

A consultoria Gartner prevê que, na próxima década, começaremos o processo que chama de “transhumano”, com uma série de novos experimentos na área de biotecnologia. “O principal aspecto é saber até onde estamos preparados para essas novas soluções e para os questionamentos éticos que elas trazem consigo”, afirma o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern.