Brasil inicia produção de superímãs

Jazida de pirocloro, em Araxá, usado em superímas Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/brasil-da-os-primeiros-passos-para-producao-de-superimas-20461249#ixzz4RhOWg880 © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. (Imagem de divulgação)

Jazida de pirocloro, em Araxá, usado em superímas (Imagem de divulgação)

Um projeto construído por diversas empresas e institutos brasileiros desenvolveu a tecnologia para produzir um superímã 100% nacional, segundo o jornal “O Globo”. A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a CBMM, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esperam que a tecnologia permita que o Brasil participe de um mercado mundial estimado em US$ 4 bilhões ao ano, que, atualmente, é dominado pela China.

Os superímãs são feitos de terra-rara, um conjunto de metais de diversos elementos químicos. O Brasil possui uma das maiores reservas de terra-rara do mundo, mas apenas recentemente começou a explorar o elemento. Os superímãs feitos desses compostos são usados em telas de tablets, computadores e celular, no processo de produção da gasolina e em painéis solares.

A iniciativa para a construção de superímãs começou em 2010 e agora está chamando a atenção de outros países. A Alemanha assinou acordos com o Brasil, para ter acesso ao insumo tecnológico. Empresas como a Siemens, a WEG e a Bosch também estão acompanhando o processo, mas será necessário mais financiamento para que a ideia avance além da etapa laboratorial.

O jornal “O Globo” explica que uma fábrica será ainda construída pelo projeto, com custo estimado em R$ 80 milhões e capacidade de processar até cem toneladas de ímãs por ano. Ela deve iniciar suas operações em 2018.


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