Cadernos x tablets: tecnologia abre espaço nas escolas

Escola

A tecnologia, muitas vezes, pode ser rápida e revolucionária. Ou ganhar, aos poucos, espaço e ser  inserida de acordo com a necessidade de seus usuários. É nesse segundo contexto que vejo as escolas lidando com as novas tecnologias: ainda que com certa resistência, as instituições estão cada vez mais dispostas a  tirar o maior proveito de celulares, tablets e lousas interativas enquanto ferramentas de extensão do aprendizado. O interessante, nesse caso, é notar que as escolas não estão fechando os olhos para a existência dessas inovações e que buscam, acima de tudo, a melhor maneira de mediar essa utilização.

Nesta semana, li uma reportagem da “Folha de S. Paulo” sobre o uso de celulares em sala de aula. O texto afirma que alunos trocam as tradicionais anotações feitas em cadernos por fotografias da lousa clicadas pelos aparelhos. Era uma questão de tempo para que os alunos, por conta própria e por motivações diversas, aliassem a tecnologia ao aprendizado.

Vale registrar, ainda, o lançamento pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) de um guia online gratuito que reúne 13 tópicos que incentivam a adoção dos dispositivos móveis como ferramenta auxiliar em sala de aula. Iniciativas como essa ajudam a desmistificar a presença dos eletrônicos e, o que se evidencia nesse cenário, é a demanda por mudanças na didática e a quebra da resistência aos novos formatos nas escolas.

Ainda é preciso entender em quais situações e para qual finalidade os dispositivos móveis devem ser usados no ambiente escolar. Mas a posição das instituições de ensino de utilizar as tecnologias para que elas atuem como aliadas no aprendizado, ainda que cuidadosa, tem sido exemplar, priorizando a melhor experiência do aluno dentro e fora da sala de aula.


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