Cardiff planeja museu médico com espaços imersivos em definição 8K

A concepção dos museus vem sendo transformada em todo o mundo. Equipamentos interativos permitem que os visitantes tenham experiências imersivas, muito mais ricas e diversificadas. A ideia de que os museus são lugares para exposições passivas de objetos armazenados, dispostos de maneira entediante, foi suplantada com a ajuda de tecnologias digitais.

Esta semana foi anunciada no Reino Unido a criação de um espaço que promete revolucionar mais uma vez a museologia. Cardiff, a capital do País de Gales, planeja construir uma nova sede para o Museu de Medicina Militar (MMM) com um orçamento de £30 milhões (aproximadamente R$ 164 milhões). Será o primeiro museu britânico a oferecer experiências imersivas em 8K. Só existe um outro espaço com essas característica no mundo, o Museu do Futuro, na cidade de Linz, na Áustria. O atual MMM possui cerca de 20 mil objetos e documentos. Ele conta a história de como a guerra – apesar dos horrores – propiciou avanços na medicina, como o raio-X ou os tratamentos de traumas e queimaduras.

A tecnologia, chamada Deep Space, oferecerá visuais 2D e 3D, explorando ciência, medicina, arte e história. Os gestores do museu galês se inspiraram no exemplo dos austríacos, com quem estão trocando informações, mas prometem que o espaço de Cardiff será ainda mais avançado. O objetivo é fazer com que a cidade britânica se torne um polo importante de atração de turistas – como ocorreu com Linz. A equipe do museu estima que a captação de recursos até agora foi um sucesso, e a perspectiva é abrir a nova sede até o final de 2022.

 

Treinamento médico

Uma das características mais marcantes do novo espaço é que ele será transformado em sala de aula para estudantes de medicina, que vão poder utilizar a capacidade única das telas gigantescas em definição 8K para explorar o corpo humano. A instalação também poderá ser usada por equipes cirúrgicas que se preparam para operações complicadas, permitindo que elas “visitem” o corpo do paciente com antecedência, como se estivem dentro dos órgãos.

“As aplicações da tecnologia de imagem com esse nível de resolução são imensas”, diz o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. “Sempre pensamos em como elas podem trazer experiências novas em entretenimento, mas há inúmeras áreas a serem exploradas, como é o caso de educação e saúde, exemplificadas pelo projeto de Cardiff”, completa.

Com informações: Museu de Medicina Militar do País de Gales (Reino Unido); Museu do Futuro de Linz (Áustria); Techradar; BBC Technology.