Cibersegurança avança ao lado das novas tecnologias

Cibersegurança

O mundo caminha para a hiperconectividade e isso não é mais novidade  para ninguém. O que se discute hoje é qual a solução para tornar seguro o descarregamento volumoso de informações pessoais nas redes. A resposta pode estar no modelo seguro de cibersegurança. O exemplo dos carros conectados que estão sendo lançados no mercado é ilustrativo. Segundo relatório divulgado pelo BI Inteligence, em 2020, 75% desses  automóveis deverão oferecer hardwares de conexão com a internet. O risco de a transmissão dos dados concectados ser interceptada por hackers e cibercriminosos é substancial. Se bem arquitetada, a cibersegurança poderá ajudar a criar um suporte de segurança para abrigar a Internet das Coisas (Internet of Things), que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores.

O termo cibersegurança qualifica um grupo de ações tecnológicas de proteção de dados, redes, computadores da invasão de terceiros. A preocupação é mundial. No Brasil, por exemplo, os dados chamam a atenção: o número de ataques cibernéticos no País cresceu 197% em 2014, tornando-se o segundo país com mais fraudes online no ranking mundial de crimes cibernéticos.

Israel, nação número dois em segurança cibernética (ficando atrás apenas dos Estados Unidos), exportou, no ano passado, cerca de R$ 6 bilhões em produtos e serviços relacionados à cibersegurança. Como comentei em outros posts no blog Disruptivas e Conectadas, o país investe bastante em iniciativas públicas e privadas de inovação, e o setor de TI/cibersegurança é um dos que recebem esses recursos.

Pioneira na criação do firewall (software que verifica informações vindas da Internet ou de uma rede, e as bloqueia ou permite que elas cheguem ao seu computador), a Check Point, sediada em Israel, atualmente se concentra no desenvolvimento de uma tecnologia em cibersegurança destinada aos carros conectados. Em entrevista para o jornal “Folha de S. Paulo”, Alon Kantor, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da empresa, comenta que, nesse novo sistema  todos os dados e informações que entram e saem do veículo inteligente são rastreados pela rede da Check Point por meio da tecnologia de computação em nuvem. As informações são inspecionadas em tempo real e malwares (espécie de cavalo de Troia) são bloqueados.

Mesmo que o Brasil e outros países ainda estejam distantes de Israel e do aclamado Vale do Sílicio, e tenham um longo caminho na busca pela segurança dos dados, a cibersegurança está na pauta tecnológica mundial. Segundo previsões da companhia de pesquisas MicroMarket Monitor, o mercado de cibersegurança na América Latina crescerá 17,6% a cada ano até 2019, atingindo US$ 11,91 bilhões, sendo US$ 7,29 bilhões somente no Brasil. Com proteção e avanços tecnológicos caminhando juntos, os pontos cegos existentes nas redes atuais parecem estar com os dias contados.


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