Cinco tendências do mundo digital para 2022

O ano de 2021 trouxe muitas transformações, mas também algumas frustrações. Foi o ano em que as esperanças de superar as limitações impostas pela pandemia e de retornar à normalidade acabaram não se concretizando. Porém, a frustração também nos levou a buscar novas maneiras de superar as adversidades e inovar ainda mais, olhando para frente e percebendo que muitas mudanças vieram para ficar. E que, acima de tudo, podem nos levar a novas soluções.

Uma pesquisa da consultoria McKinsey resume algumas das principais tendências para 2022, como a ascensão e consolidação dos NFTs (tokens não fungíveis) e o metaverso. Confira abaixo.

  1. Redes sociais: ajustes nos algoritmos e políticas de privacidade.

A proteção da privacidade e credibilidade do conteúdo compartilhado deve dominar a agenda das empresas responsáveis por mídias sociais. Este será um ano de ajustes nos algoritmos e nas políticas de privacidade.

Deve surgir uma nova onda de influenciadores, capazes de prover novos e mais criativos conteúdos  que vão continuar atraindo novos membros e, consequentemente, atraindo anúncios e gerando receita. Devido à demanda cada vez maior por vídeos curtos, esse movimento deve ser mais forte em plataformas como Tik Tok e Instagram.

  1. Metaverso: da web 2D para a 3D

Para explorar as possibilidades da realidade virtual e aumentada e surfar na onda do Metaverso, o Facebook mudou seu nome para Meta, mudança que envolveu uma transação de U$S 60 milhões para adquirir os direitos sobre a marca que pertencia a um banco americano.

No espaço virtual compartilhado, os usuários podem interagir, socializar e até mesmo criar conteúdo. As transações virtuais podem ser monetizadas usando tecnologia blockchain e criptomoedas. Assim, o metaverso (ou web 3D) está intrinsecamente ligado aos NFTs e criptomoedas, que comercializam interações ao criar ou vender produtos digitais. A previsão é que a web 3D atraia grandes marcas.

  1. Crescimento dos NFTs e da criptografia

Novo mecanismo de compra e venda na economia digital, os NFTs provocaram disrupção no valor e uso de obras de arte e outros ativos digitais. Imóveis, dívidas, títulos, ações, direitos autorais, arte real, arte virtual e colecionáveis ​​são exemplos de ativos que podem ser tokenizados.

O que, a princípio, parecia uma onda passageira, se consolidou criando o que a Harvard Business Review batizou como “ações digitais”. O uso de tokens não fungíveis (NFTs em inglês) cresceu em 2021 e deve evoluir em ritmo ainda maior em 2022.

“A tokenização é o processo de conversão de dados, como um número de conta, em uma sequência aleatória de caracteres, o token. Eles podem ser usados ​​para comprar coisas físicas, como pinturas reais, ou ativos virtuais, como arte digital, compras dentro de aplicativos e até propriedades virtuais”, explica Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas. Eles são uma das principais promessas das criptomoedas para pavimentar o caminho da inclusão financeira.

  1. Maior conectividade e transformação digital

O 5G e o novo padrão de rede sem fio wi-fi 6 irão permitir uma conexão mais rápida, mas vão muito além disso. Novas aplicações vão turbinar o que chamamos de cidades inteligentes, Internet das Coisas e comunicação entre dispositivos e objetos. O trabalho será cada vez mais híbrido, mesmo sem sair de casa.

  1. Novo ambiente de trabalho, novas habilidades

Com o ambiente de trabalho sacudido por mudanças, especialmente nos últimos dois anos, agora é a vez das funções e competências. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, novas ocupações serão responsáveis ​​por quase um terço do quadro de funcionários das grandes empresas.

A mudança na divisão de trabalho entre humanos, computadores e algoritmos tem o potencial de eliminar 75 milhões de vagas de emprego e, ao mesmo tempo, criar 133 milhões de novas posições. Analistas de dados, desenvolvedores de software e aplicativos, especialistas em comércio eletrônico e especialistas em mídia social terão grande demanda. Longe de acabar com empregos, a Inteligência Artificial vai criar novas ocupações em áreas muito distintas.