Arie Halpern: “cobôs” prometem revolucionar o espaço de trabalho

Arie Halpern: cobos vão alterar as dinâmicas no ambiente de trabalho

Arie Halpern: cobos vão alterar as dinâmicas no ambiente de trabalho

Prepare-se para ter os robôs como colegas de trabalho. Com a revolução que se processa na robótica, eles estarão em breve dividindo espaço com os humanos na firma. Eles vêm com a promessa de facilitar as coisas, mas isso já está alimentando a polêmica sobre os impactos dessa convivência.

A maioria dos robôs utilizados atualmente em fábricas fica, por questões de segurança, apartada dos trabalhadores. Eles são pesados e difíceis de locomover. Sua instalação exige gente especializada, técnicos e programadores. Mas este cenário começa a mudar.

No mês passado, a empresa The Lapp Group exibiu um de seus robôs flexíveis na feira profissional Hannover Messe. Essa linha de máquinas autônomas se propõe a trazer os robôs para mais perto do cotidiano dos trabalhadores. Ao contrário dos atuais, os novos modelos são leves e móveis. Também são fáceis de programar – o que se pode fazer com o uso de um tablet, sem necessidade de assistência dos técnicos.

Estão sendo chamados de robôs colaborativos. E a expressão carinhosa para isso é “cobô”. Até o momento correspondem a apenas 5% dos robôs industriais vendidos no mundo. Mas essa indústria – alimentada pela Lapp Group e muitas outras empresas – pretende mostrar ao mercado que tem músculos suficientes para alterar os métodos de produção. As companhias de pequeno porte, que sofrem com o alto custo da automatização robótica, estão entre os primeiros alvos desse segmento.

Como estarão mais próximos dos humanos, os cobôs vêm equipados com sensores e mecanismos de segurança que permitem detectar a aproximação de um ser humano e reagir a ela: primeiro, há a emissão de um aviso sonoro ou luminoso e, num segundo momento, a máquina para de trabalhar para evitar qualquer tipo de acidente.

Com a proliferação dos robôs, amplia-se o debate sobre o futuro dos trabalhadores humanos. Os economistas Carl Frey e Michael Osborne, da Universidade de Oxford, estimam que nos Estados Unidos metade dos empregos pode estar em risco devido à automação, e este número deve aumentar com a chegada dos cobôs. Outros especialistas dizem que não há o que temer, já que essas máquinas deverão ser utilizadas apenas para tarefas tediosas, sujas e perigosas, que poderiam causar riscos à saúde se feitas diretamente por seres humanos.

Não tenho dúvida de que os humanos ainda serão úteis, por muito tempo. Mas estou certo de que com a evolução dos robôs, vamos assistir a muitas disrupturas no processo de trabalho.


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