Como a tecnologia ajudou na melhora da expectativa de vida

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a média de expectativa de vida da população mundial é de 72 anos de idade. Segundo levantamento da  Business Insider , não é uma coincidência o fato de que, entre os treze países com a maior expectativa de vida registrada, há elevado uso de tecnologia. Os avanços da ciência e da indústria no século 20 revolucionaram a agricultura e a produção de alimentos, a medicina, a higiene, a educação e diversos outros aspectos da vida da população que contribuem para esse resultado.

Um estudo recente da Academia Nacional de Ciências, dos Estados Unidos, demonstrou que esse é o progresso mais rápido que já ocorreu em um período histórico em relação à expectativa de vida. Em 1900, a média de vida das pessoas era de 31 anos. Em 1950, havia aumentado para 48. Com o processo de inovação tecnológica em curso, cada vez mais acelerado, e dedicado em especial ao combate às doenças, novos marcos devem ser estabelecidos na corrida para esticar o tempo de vida das pessoas.

Tamanha é a ligação entre tecnologia e expectativa de vida, que Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, afirmou acreditar que se poderá exterminar todas as doenças do mundo até o final do século. Ele investiu US$ 3 bilhões nessa ideia, depositando-os em um fundo destinado à causa.

Uma das áreas de pesquisa que prometem maior impacto sobre a longevidade humana é a genética. Ferramentas de edição de genes como a CRISPR (do inglês Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats), técnica que consiste em alterar o genoma humano, propõe livrá-lo daquelas partes – ou sequências – que favorecem determinadas doenças. Segundo cientistas, o fator genético é determinante no processo de envelhecimento humano. Ferramentas como esta também podem se provar úteis no futuro para erradicar doenças genéticas, segundo reportagem do portal Independent.

Expectativa de vida do 3º mundo

Algumas companhias voltam seus olhos especialmente para a melhoria na expectativa de vida de pessoas que vivem em regiões subdesenvolvidas, propondo soluções simples, mas de grande impacto social, como o acesso a água limpa e saneamento básico.

Com baixíssimo custo, cientistas da Universidade Cranfield, na Inglaterra, desenvolveram um toalete especial para casas que não possuem água corrente. O equipamento consiste em um vaso que recolhe os dejetos e os deposita em uma câmara hermeticamente selada. Lá dentro, o material sólido é separado dos resíduos líquidos, que são filtrados por feixes de membrana. A água filtrada passa por um processo de condensação, através de nano membranas que retiram todos os agentes patogénicos restantes. O resultado final é água limpa, que pode ser usada para regar plantas e limpar a casa.

Outros processos simples e baratos é o  LifeStraw, um canudo similar a um charuto que filtra a água na hora, livrando-a de quaisquer doenças presentes no líquido. Sua praticidade e custo baixo conferiram ao produto a qualificação de Design Humanitário.

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Seja movida por boas intenções ou por dinheiro, a indústria persegue soluções tecnológicas para alongar a vida humana. Essa corrida é objeto de muitas controvérsias e envolve mesmo questões éticas. Há uma discussão em pauta sobre quais devem ser os limites aceitáveis para o prolongamento da vida. Uma corrente de cientistas critica o fato de se procurar aumentar o tempo de vida sem antes buscar melhorar a qualidade de vida do período em que vivemos. Outra defende que deve haver um limite para o quanto um ser humano pode viver e que estamos chegando perto desse marco. Segundo esta visão, expressa em artigo da revista Nature, os limites da vida humana não são causados apenas pelas doenças, mas por fatores constituintes do nosso próprio corpo.


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