Como a tecnologia transformou a hospedagem durante as férias

Hotéis e pousadas, por muitos anos, foram as únicas opções para quem pretendia viajar. Hoje, graças a aplicativos, portais e redes sociais, o viajante possui novas opções de hospedagem nas mais diversas faixas de preço – até mesmo com alternativas gratuitas.

A mais disruptiva dessas ferramentas é o Airbnb. Nesse aplicativo, o viajante encontra de quartos compartilhados a mansões inteiras para alugar. Sua interface é simples e intuitiva: basta cadastrar-se e cruzar informações como localidade e data de viagem para encontrar acomodações disponíveis, todas com fotos e descrição dos aposentos. Cada tipo de acomodação tem regras específicas de utilização e todas elas precisam estar bem explicitas na plataforma.

O app permite ao usuário avaliar e recomendar os imóveis que foram alugados, criando uma rede confiável de inquilinos e locadores. Para garantir a segurança de ambas as partes no processo, toda forma de pagamento é feita pelo próprio aplicativo, evitando fraudes.

Opções alternativas e baratas

Para aqueles que viajam com verbas curtas, principalmente mochileiros, existem opções muito mais econômicas e atrativas que combinam preços baixos com a possibilidade de se conhecer mais viajantes em situação similar. Uma delas é o Couchsurfing, rede social que faz ponte entre pessoas buscando hospedagem gratuita e anfitriões dispostos a recebê-los.

O serviço, que pode ser traduzido como “surfando no sofá”, vai além de achar um colchão para dormir sem pagar nada. A intenção do site é a de que o viajante tenha uma experiência completa com seu anfitrião – conhecendo a cidade pelos olhos dele – e que isso gere novas amizades e novas conexões.

Outro conceito interessante para os que não querem altas despesas na hora de se hospedar é o Work Exchange: a troca de hospedagem por serviços. Um dos maiores exemplos desse tipo de serviço é o WorkAway, um site que oferece mais de 32 mil oportunidades de trabalho em troca de hospedagem em mais de 170 países. Para achar uma oportunidade, o usuário só precisa buscar os destinos que lhe interessam e achar, nessas regiões, oportunidades de trabalho que combinem com suas habilidades pessoais.

Outra plataforma semelhante, criada por brasileiros, é o Worldpackers. Além de conectar viajantes a oportunidades de trabalho em troca de hospedagem, o site também possui em seu cadastro projetos de impacto social, ONGs e ecovilas.

Novos desafios

Mesmo quem prefere se hospedar de forma mais tradicional pode contar com a tecnologia para pagar mais barato e achar o melhor hotel ou pousada. Sites como o Booking ou Trivago fazem uma comparação de preços de quartos de hotel e permitem até reservar acomodações com cancelamento gratuito. A chegada dos aplicativos obrigou muitas redes tradicionais de hotelaria a revisarem suas políticas de preços e de atendimento ao consumidor.

Assim como essas plataformas criam novas oportunidades para viajantes e anfitriões, a novidade também tem impactos negativos não previstos quando do lançamento desses serviços. O Airbnb, por exemplo, foi acusado de causar pequenas crises imobiliárias, pois encoraja arrendadores a adquirir imóveis em locais históricos, elevando o preço de apartamentos e casas nos arredores. A prática faz com que bairros inteiros fiquem cheios de casas para alugar e expulsa os proprietários nativos para áreas mais remotas, onde o preço dos imóveis não sofreu com a especulação imobiliária.

Para combater esse tipo de reação, algumas cidades estão criando regras específicas para o Airbnb. Em Los Angeles, por exemplo, aprovou-se recentemente uma série de normas que restringem o aplicativo, estabelecendo um número máximo de casas cadastráveis por bairro e diminuindo o número de dias que um viajante pode ficar no destino.

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