Como fazer frente à concorrência dos APPs, segundo Arie Halpern

A cultura dos smartphones conta com cerca de 2,1 bilhões de usuários, ou 28% da população global, e continua sua trajetória de expansão. Até o final de 2018, nós, que temos o smartphone como extensão de nosso corpo, representaremos um terço da humanidade. Em paralelo, floresce a indústria de aplicativos, mobilizada para atender ao apetite dos aparelhos e dos consumidores por novidades. No início deste ano, os sites Google Play e Apple Store, principais entrepostos de aplicativos, contabilizavam, em março, 2,8 milhões e, em janeiro,  2,2 milhões de apps em suas prateleiras. Neste artigo, alguns passos importantes de como fazer frente à concorrência dos APPs, segundo Arie Halpern, economista e especialista em tecnologias disruptivas.

Em contraste com tanta oferta, no dia a dia, diz Arie Halpern, usamos de verdade não mais que uma dezena de aplicativos, embora nossos aparelhos estejam coalhados de programas. Alguns desenvolvedores se aplicam (vale o trocadilho) em estimular os usuários a usarem os aplicativos que baixaram, para não caírem no esquecimento. O que é muito fácil de acontecer. De acordo com estudos da Adobe, um quarto dos apps são abertos uma única vez pelos usuários. Nas palavras de Tamara Gaffney, analista da Adobe, ao site Re/code,  “o mercado de apps é muito saturado e os consumidores são cada vez mais seletivos”.

A concorrência é grande e, para fazer frente a ela, quem quer empreender desenvolvendo aplicativos tem de se precaver antes de lançar produtos nesse mercado. “Não basta ter uma boa ideia,  é preciso cercar-se de cuidados na fase de desenvolvimento para ter certeza de que o produto funciona”, diz Halpern. Alguns levantamentos mostram que 44% dos defeitos apresentados pelos aplicativos são apontados pelos consumidores. Falta de testes de qualidade suficientes? Esse erro pode ser mortal. A vida do aplicativo pode se esgotar no primeiro clique do consumidor impaciente.

Além disso, é importante assegurar-se de que o produto de fato atende a uma necessidade e de que o mercado a que ele se destina justifica o investimento. Ao mesmo tempo, recomenda Halpern, é sempre bom tentar saber se outros não estão investindo em produtos similares e se o seu produto está preparado para encarar a concorrência. Em 2014, uma startup se lançou em Nova York com o Hailo, um aplicativo que pretendia revolucionar o serviço de táxis, permitindo ao usuário fazer uma cotação de preços ao solicitar uma corrida. Parecia uma grande ideia, mas, ao mesmo tempo, estava no forno um outro aplicativo, que propunha uma solução mais avançada. O Hailo sucumbiu ao sucesso do Uber.


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