Como identificar e denunciar Fake News eleitoral por apps?

O que fazer ao receber um vídeo que, com certeza, se trata de uma notícia falsa? Denunciar é a melhor saída, mas é preciso ter em mente que há canais próprios para tanto. Segundo um estudo realizado este ano pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as notícias falsas se propagam 70% mais rapidamente do que fatos verdadeiros na web, portanto, ao identifica-las, é um dever denunciar o conteúdo de modo que ele pare de ser compartilhado e multiplicado.

Meios oficiais são os mais efetivos para excluir definitivamente um conteúdo mentiroso. Lançado em 2016, o aplicativo Pardal, desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber denúncias que atrapalhem o processo eleitoral brasileiro, foi reformulado para as eleições de 2018. Por meio do app, o cidadão pode encaminhar fotos, vídeos e áudios para a devida investigação das sucursais regionais do TSE. Cada denuncia tem que ser devidamente identificada: Fake News, compra de votos, caixa dois, etc. O aplicativo serve para qualquer prática considerada ilegal em período eleitoral.

Todas as denúncias feitas no Pardal são cadastradas e investigadas por servidores do Ministério Público, Polícia Federal e pelo Tribunal Regional Eleitoral de cada estado. No caso das Fake News, a quantidade de denúncias sobre um mesmo link ou vídeo contribui para que o conteúdo seja catalogado como falso e efetivamente eliminado.

A transparência no processo eleitoral brasileiro é tão necessária que inspirou um grupo de estudantes cariocas da PUC-Rio a criar mais um filtro para as Fake News. Os jovens desenvolveram, para a App Store, o aplicativo Fake Off. Trata-se de uma plataforma comunitária e colaborativa na qual é possível verificar a autenticidade de qualquer link com a ajuda de toda a comunidade. A ideia do app é que cada usuário ganhe credibilidade (em forma de pontos) ao apurar os links cadastrados, ajudando a construir uma rede de verificação mais confiável.

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Para Arie Halpern, economista e especialistas em tecnologias disruptivas, todo instrumento de verificação é válido, mas é importante que haja convergência com outros aplicativos já conhecidos – justamente o ambiente onde nascem as notícias falsas. “Muitas das Fake News costumam circular em redes que não permitem a rápida verificação do conteúdo. No caso do Whatsapp, por exemplo, o usuário precisa sair do aplicativo para poder acessar a web e verificar a veracidade de uma foto ou vídeo recebido. Há ainda aqueles indivíduos com planos de celular que não tem internet, mas que possuem acesso ilimitado apenas ao Facebook ou Whatsapp. Para esses, é impossível checar certos conteúdos na web”, conclui Arie.

 


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