“Despoluir a atmosfera é desafio de novas inovações tecnológicas”, diz Arie Halpern

“Despoluir a atmosfera é desafio de novas inovações tecnológicas”, diz Arie Halpern

A China construiu uma torre do tamanho de um arranha-céu para purificar o ar.  O prédio de 100 metros de altura, localizado na cidade de Xian, província de Shaanxi, já tem conseguido reduzir os níveis de poluição na atmosfera, segundo alguns relatórios. O sistema de purificação instalado na cidade chinesa funciona com a ajuda de uma estrutura de estufas com área equivalente à metade de um campo de futebol na base da torre. O ar poluído então é sugado para dentro destas estufas e aquecido pela energia solar, que por sua vez sobe por dentro do edifício e vai passando por várias camadas de filtros de limpeza.

A preocupação não é exclusividade do governo chinês. Outras potências mundiais e empresas de tecnologia também devem seguir tal tendência nos próximos anos. “A despoluição da atmosfera é um dos desafios das inovações tecnológica”, diz Arie Halpern. “A grande missão para as gigantes da tecnologia é conciliar sua produtividade com a redução dos efeitos poluentes na atmosfera”, complementa o economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

O responsável pela pesquisa que desenvolveu a torre de purificação, Cao Junji, afirma que foram observadas melhorias significativas no ar em um raio de dez quilômetros quadrados nos últimos meses. A torre conseguiu produzir mais de dez milhões de metros cúbicos de ar limpo por dia desde o seu lançamento no segundo semestre de 2017. 

Este não é o primeiro projeto (e não deve ser o último) a utilizar recursos tecnológicos como esforço para melhorar a qualidade do ar de grandes centros urbanos. Uma torre parecida à implantada pelo governo chinês chegou à Europa recentemente. A Smog Free Tower será instalada na cidade de Cracóvia, Polônia. 

Londres tem usado um novo tipo de material para pavimentar as ruas da capital inglesa. O experimento a base de dióxido de titânio, fruto de uma pesquisa feita pela Universidade de Tecnologia de Eindhoven, é pouco perceptível aos olhos humanos, mas reduz drasticamente os níveis de poluentes na atmosfera. 

“Olhar para o futuro vai muito além de consolidar um novo modelo de consumo para a população. As empresas precisam cada vez mais se preocupar em compartilharem valores prolongados. E isto passa essencialmente pela saúde do ar que respiramos”, alerta Arie Halpern.


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