Disruptura tecnológica ajuda empreendedores a atrair turistas para destinos não tradicionais, afirma Arie Halpern

Tecnologia pode ajudar turismo a atrair visitantes para destinos não tradicionais, afirma Arie Halpern

O turismo é um dos setores que tem sido visitado frequentemente por disrupturas. A mais recente foi a popularização do Airbnb e assemelhados, que criaram para os turistas, como alternativa aos hotéis, o aluguel de imóveis ou aposentos de casas particulares. O aplicativo, usando dos conceitos da economia compartilhada, permite unir a ponta da demanda (pessoas que buscam acomodação) e da oferta (pessoas que têm aposentos ou imóveis vagos). Outra inovação, o Uber, que assenta sobre o mesmo conceito, trouxe uma opção disruptiva aos serviços de locação de veículos e locomoção de turistas. Ao mesmo tempo em que busca adaptar-se a essas grandes transformações, o turismo se aplica em tirar proveito da tecnologia para melhorar a experiência dos consumidores. Uma mudança necessária porque esse consumidor, com tanta tecnologia e informação disponível, também está mudando. “A preocupação em personalizar o atendimento e enriquecer a experiência do consumidor deve ditar os rumos do turismo na era tecnológica”, afirma Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovações tecnológicas e disruptivas.

Um dos sintomas da disruptura no setor está na ampliação de oportunidades para os empreendedores do turismo. “Graças à tecnologia, destinos poucos usuais, assim como pequenas empresas, podem alcançar uma audiência global e fazer com que as pessoas fujam dos destinos e dos fornecedores tradicionais”, afirma Arie Halpern. Exemplo interessante disso é o uso que empresas começam a fazer da realidade virtual para atrair clientes a destinos não convencionais ou exóticos. A tecnologia entra no processo para ajudar os consumidores a tomarem decisões, antecipando a sua experiência. Esse foi o caminho escolhido pela operadora de viagens africana  Matoke, que lançou uma série de vídeos em 360º para mostrar aos turistas o que vão encontrar em Uganda. É possível, assim, ter uma ideia do prazer de sobrevoar uma savana em um balão ou da emoção de estar frente a frente com um gorila. O mesmo recurso à realidade virtual vale para a hora de escolher e reservar a hospedagem. Dessa forma, o cliente pode “visitar” um quarto de hotel ou o dormitório de um cruzeiro para ver se atende às expectativas.

Coletar dados e aprender a trabalhar com eles, para entender melhor as necessidades dos variados perfis de clientes, é outra frente em que o setor do turismo tem investido. Não só as empresas, mas também os gestores públicos. O governo de Cingapura anunciou recentemente a intenção de investir pesado na área nesse e nos próximos anos. O país pretende reunir informações de diferentes fontes para criar um panorama completo de onde os visitantes vêm e o que gostam de fazer. Isto será possível com o cruzamento de informações das companhias aéreas, reservas de hotéis, redes sociais e blogs de viagem.

Outras novidades, em termos de destinos, começam a se abrir com a aproximação entre o turismo e a indústria aerospacial. Empresas como a WorldView prometem muita aventura a quem se dispuser a uma viagem à estratosfera terrestre. E há empreendedores que já sonham em colocar turistas em órbita em aeronaves construídas por meio de impressão 3D. “Como não há limites para as ousadias das startups de tecnologia, os turistas podem esperar por grandes emoções em futuro breve”, diz Halpern.


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