Drones são testados para emergências humanitárias na África

Os drones serão usados no transporte de suprimentos médicos e no monitoramento de inundações e terremotos

A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e o governo do Malaui lançaram, na África, o primeiro corredor humanitário de veículos aéreos não tripulados. A área de testes está centrada no aeródromo de Kasungu, no centro do país, atingindo um raio de 40 quilômetros quadrados.

“O Malaui provou ser ao longo dos anos líder em inovação. Nós já usamos drones como ferramenta para checagem de inundações e podemos ver o potencial deles para novos usos, como o transporte de suprimentos médicos, o que pode transformar vidas em comunidades rurais remotas”, disse o ministro dos Transportes e Obras Públicas do país, Jappie Mhango.

O corredor humanitário de testes de drones está concentrado em três pontos: a geração e análise de imagens aéreas durante crises humanitárias, inclusive para o monitoramento de inundações e terremotos; a exploração da possibilidade destes drones estenderem sinais de wi-fi em áreas remotas, particularmente em estado de emergência; e  transporte de pequenos suprimentos para fins médicos, como vacinas e amostras para diagnóstico laboratorial, como testes de HIV.

O corredor humanitário ficará em ação por pelo menos um ano. Desde o seu anúncio, em dezembro de 2016, empresas, universidades e ONGs de todo o mundo fizeram solicitações para uso, assim como fabricantes de drones e operadoras de telecomunicações.

“Este corredor pode melhorar significativamente a eficiência e capacidade de prestação de serviços às crianças mais vulneráveis do mundo”, afirma Christian Fabian, assessor principal da UNICEF.

Um corredor humanitário é uma zona desmilitarizada temporária reservada para a passagem segura de ajuda humanitária ou de cidadãos refugiados.

O Malaui não possui saída para o mar e sofre com muitas inundações, o que prejudica a lavoura e limita o acesso das rodovias às áreas rurais.


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