Arie Halpern: é preciso entender os negócios disruptivos, não combatê-los

Estudo mostra que, de uma amostragem de 941 executivos de 12 setores da economia, 75% deles encaram a disruptura digital como uma forma de progresso. Um terço desse grupo teme que seus setores passem por uma completa transformação nos próximos cinco anos e 40% deles acham que as empresas correm o risco de desaparecer nesse período devido a mudanças que podem surgir da noite para o dia. O estudo é do Global Center for Digital Transformation e foi reportado pelo jornal “Valor”.

Pela experiência que tenho na liderança de vários projetos de tecnologia disruptiva, fico seguro para dizer que, para garantir a sustentabilidade para os negócios, as empresas precisam criar um sistema de informações que forneça aos seus principais executivos um quadro das tendências tecnológicas, das inovações potenciais, dos novos conceitos de métodos e sistemas, das tecnologias mais amigáveis, das soluções com melhor relação custo x benefício, do menor custo, das novas matérias primas etc. Sem isso, a ameaça de o negócio sucumbir é real.

Os executivos também têm de estar em condições de absorver  essas informações e agir rapidamente se, eventualmente, encontrarem um perigo potencial para  seu negócio. Para isso, é extremamente importante que dediquem uma parte do seu tempo para se atualizar tecnologicamente. No Brasil, no setor de varejo, temos organizações que foram ícones de mercado e, por não terem se adequado às exigências inovadoras de mercado, desapareceram – Varig, Mesbla, Mappin, Sloper, Sears.


Comentários

Arie Halpern: é preciso entender os negócios disruptivos, não combatê-los — 3 Comentários

    • É isso aí e os líderes devem apoiar os esforços da equipe para que não ocorra como na XEROX que, em princípios dos anos 70, tinha a tecnologia do microcomputador Alto nas mãos, mas não teve atenção da diretoria

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