E se o mundo real tivesse as tecnologias de Star Wars?

Há muito tempo, em um estúdio muito distante, o cineasta George Lucas criou um novo mundo. Este universo mítico mudaria para sempre as histórias de ficção científica e se tornaria um marco da cultura pop. Guerra nas Estrelas (Star Wars) chegou aos cinemas em 1977 e conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo – que se mantêm fiéis mesmo décadas após o seu lançamento.

Quase 40 anos depois, as ideias introduzidas pela franquia ainda estão no cerne deste gênero cinematográfico. Nos próximos anos, com a chegada de novos filmes aos cinemas, os fãs terão o prazer de continuar a ver seus sabres de luz, androides e speeders em abundância.

Embora a ciência e as tecnologias por trás da franquia estejam firmemente enraizadas na fantasia, seu apelo duradouro serviu de inspiração para muitos cientistas e engenheiros da vida real. Conheça algumas das mais notáveis tentativas de transformar a Star Wars em realidade científica.

Sabres de luz

A peça mais icônica da tecnologia “Star Wars” é o sabre de luz, mas possivelmente é também o mais inexequível, dizem os especialistas. Os fótons que compõem a luz há muito tempo são considerados partículas sem massa que não interagem entre si, o que torna improvável a perspectiva de confronto de feixes de luz em duelos de sabres de luz épicos.

Em 2013, no entanto, pesquisadores da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) demonstraram que, quando pares de fótons eram disparados por uma nuvem de átomos super-resfriados, os fótons emergiam como uma única molécula. Falando sobre a interação entre as partículas para a Harvard Gazette, Mikhail Lukin, professor de física em Harvard, disse: “Não é uma analogia inapta para comparar isso aos sabres de luz”. Mas Eric Davis, físico do Instituto de Estudos Avançados de Austin, no Texas, disse que recriar o efeito na vida real é outro tipo de jogo. “Os sabres de luz são puramente fictícios e nunca serão desenvolvidos”, disse.

Viagens no hiperespaço

Nos filmes, espaçonaves como o Millennium Falcon de Han Solo são capazes de voar entre sistemas solares que estão a anos-luz de distância. De acordo com o cânone da franquia, esses sistemas de propulsão “hiperdrive” permitem que viajantes intergalácticos pulem em uma dimensão de sombra chamada “hiperespaço”, que fornece atalhos entre os pontos no espaço real.

Enquanto os filmes são nebulosos nos detalhes, a ideia de viagens no hiperespaço e mais rápidas que a luz tem uma base na ciência real, disse Davis, que pesquisa a possibilidade.

Embora seja impossível viajar mais rápido que a luz, a natureza curva do espaço-tempo proposta por Albert Einstein sugere que o espaço poderia ser distorcido para encurtar a distância entre dois pontos. Uma maneira de fazer isso seria criar um buraco de minhoca ou uma seção do espaço que se curva em si mesma para criar um atalho entre locais distantes. Esta teoria já foi apresentada em outra ficção-científica de sucesso, Interstelar, do diretor Christopher Nolan.

Speeders

Um modo de transporte menos problemático do ponto de vista conceitual em Star Wars está muito mais próximo de ser realizado. Várias empresas estão atualmente tentando criar versões funcionais de “hoverbikes“, conhecidas como “speeders” nos filmes.

A Aerofex, uma empresa iniciante sediada na Califórnia, desenvolveu o veículo Aero-X, que é descrito como uma motocicleta voadora e pode voar a 72 km/h até 10 pés (3 metros) fora do chão. Para os que gostam de velocidade, o produto da Malloy Aeronautics, com sede no Reino Unido, deverá atingir velocidades de mais de 274 km/h na mesma altitude que um helicóptero.

Antes de você ter esperanças, os veículos ainda estão na fase de projeto.

Androides

Outra tecnologia que todo fã de Star Wars gostaria de ver no mundo real são os androides. Personagens como R2D2 e C-3PO marcaram época, e pode ser que não demoremos a ver estas criações andando lado a lado com os humanos. Hoje, há um número crescente de analogias no mundo real, desde drones militares automatizados até carros sem motorista do Google e assistentes cirúrgicos robóticos.

A maior dificuldade dos especialistas é criar uma “mente” que funcione nos robôs. “A parte difícil é a inteligência artificial”, disse  Jerry Pratt, especialista em algoritmos para caminhadas bípedes à Live Science. “Estamos chegando ao ponto em que os dispositivos de entrada sensorial são quase tão bons quanto, se não melhor do que a visão humana. Mas, ter os robôs realmente entendendo o que eles estão olhando é o que é difícil. São pequenas coisas. como ser capaz de olhar para um copo e entender o que é um copo e entender que é algo em que você coloca líquido.”, concluiu.

lembra que é extreamente comum que a vida imite a arte desta forma, sobretudo nas tecnologias. Julio Verne escreveu 20 mil léguas submarinas quando ainda não haviam submarinos capazes de descer tão fundo. Stanley Kubrick imaginou estações espaciais e tecnologias que não existiam na época. Hoje, tudo isso é real – e natural – assim como as tecnologias de guerra nas estrelas.

Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas, lembra que é extremamente comum que a vida imite a arte desta forma, sobretudo nas tecnologias. “Julio Verne escreveu 20 mil léguas submarinas quando ainda não havia submarinos capazes de descer tão fundo. Stanley Kubrick imaginou estações espaciais e tecnologias que não existiam na época. Hoje, tudo isso é real – e trivial – assim como as tecnologias de guerra nas estrelas” conclui Arie.


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