Arie Halpern: economia digital abre espaço para PMES

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Nicholas Negroponte apresentou ao mundo, em 1995, o conceito de “economia digital”. Para o cientista e professor norte-americano, o futuro, totalmente digitalizado, seria marcado pela redução das mídias físicas, que cederiam lugar para a utilização de novas tecnologias de informação. O futuro, idealizado pelo professor em sua obra “Being Digital”, chegou.

Para se ter uma dimensão do impacto das inovações na economia, de acordo com levantamento da consultoria Accenture, o aumento do uso de tecnologias digitais tem o potencial de impactar a produtividade das dez maiores economias mundiais, adicionando US$ 1,36 trilhão ao PIB desses países até 2020. No caso do Brasil, o impacto no PIB poderia chegar a US$ 97 bilhões no mesmo período.

Com a chegada de serviços inovadores como Uber e Airbnb, produtos e serviços mais tradicionais buscam maneiras de sobreviver em meio à economia digital que se instala mundialmente. Nesse modelo, empresas que não conseguem se adaptar ao novo contexto estão fadadas a ceder espaço e perder sua relevância para uma concorrência digital caracterizada pela eficiência, que, na maioria dos casos, pode ser encontrada inclusive nas pequenas e médias empresas.

Armen Ovanessoff, especialista em novos negócios em economias emergentes, em entrevista para o jornal “Folha de S. Paulo”, comenta que “a era digital coloca uma ênfase maior em ser rápido, flexível e ágil, ao contrário da tradicional vantagem da escala”. Para ele, a natureza da economia digital anuncia uma competição em que ser grande nem sempre é vantagem. Ou seja: este se torna um grande momento para as pequenas e médias empresas abocanharem as suas fatias no mercado.

Os negócios continuarão se transformando e, na economia digital, o simples pode ser mais.


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