Eles chegaram às entregas em domicílios

Aquilo que parecia ficção científica ou, na melhor das hipóteses, um sonho ainda distante, torna-se realidade quase que simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil. Algumas das maiores empresas do mundo dos setores de varejo e de delivery de refeições estão começando a trabalhar com drones que saem das lojas e vão diretamente à casa dos clientes. “Pouca gente podia imaginar que isso aconteceria em tão pouco tempo, e, sem dúvida, as contingências da pandemia, que fizeram aumentar as vendas online, acabaram por acelerar um processo que já vinha sendo gestado, mas que apontava para mais alguns anos à frente”, entende o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern.

Walmart, uma das maiores redes globais de varejo, com 2,2 milhões de funcionários em todo o mundo, acaba de lançar um projeto-piloto que está atendendo clientes na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, na pequena cidade de Fayetteville, escolhida para inaugurar o sistema. Os drones são da empresa Flytrex, e estão operando com a entrega de produtos alimentícios e eletrodomésticos de pequeno porte.

Enquanto isso, no Brasil, o serviço de entregas de refeição iFood anunciou que vai começar a testar o serviço de drones ainda em outubro na cidade de Campinas, interior de São Paulo. O projeto usa  quadricópteros em rotas predeterminadas. Num primeiro momento, vai servir para avaliar os possíveis ganhos e eficiência da modalidade. Os equipamentos são das brasileiras Speedbird e AL Drones, que já estão certificadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Na mesma direção

Outras gigantes mundiais se movimentam nessa direção. Na semana passada, a Amazon, que pertence a Jeff  Bezos, o atual homem mais rico do mundo, obteve a aprovação regulatória para entregar pacotes por drones. A empresa está testando as aeronaves, e ainda não estabeleceu um prazo para começar a operar em larga escala. As autorizações para começar os testes também foram concedidas nos últimos dias para a UPS, que tem quase 500 mil entregadores, principalmente nos Estados Unidos, e que pretende começar, em breve, por encomendas para grandes clientes. Correndo por fora, a Google também obteve o aval das autoridades norte-americanas para iniciar um serviço de entrega desse tipo.

Com informações: Walmart; Amazon; Google; iFood; TechMundo; Phys, Anac.

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