Energia a partir de alga geneticamente modificada

 

As tecnologias de energia sustentável estão ganhando espaço no mercado e as algas podem ser uma opção viável para substituir os combustíveis fósseis. Cientistas da companhia Synthetic Genomics, na Califórnia, passaram mais de uma década desenvolvendo uma espécie de alga geneticamente modificada capaz de produzir mais energia do que algas comuns, segundo reportagem do portal Wired.

De forma semelhante às plantas, as algas precisam de nutrientes, dióxido de carbono e luz solar para sobreviver. Ao ficar sem nutrientes, elas começam a armazenar energia e produzir lipídios, que guardam energia. Os pesquisadores foram percebendo que, ao manipular a escassez de nutrientes para as algas, eles podiam manipular a quantidade de energia acumulada. Atualmente, o maior desafio para a implantação dessas algas como fonte energética é gerar energia dessa maneira em escala industrial.

Pesquisadores da Sapphire Energy e da Universidade de San Diego também realizaram pesquisas envolvendo modificações genéticas em algas. “Todo organismo que usamos hoje para produzir comida e tecido é geneticamente modificado”, explica Stephen Mayfield, geneticista da Universidade de San Diego e co-autor do estudo, ao portal Popular Science. “Isso foi feito durante o processo de domesticação, em que o ser humano escolhia os organismos com traços mais interessantes para procriar.” Para Mayfield, isso é o que acontecerá também com as algas, mas, dessa vez, o processo será acelerado pela tecnologia de manipulação de genes.

Uma produção de algas mais barata e rentável poderia competir com diversos outros tipos de geração de energia. Outra vantagem é que algas podem ser criadas em tanques colocados em terras que são inférteis, não sendo uma competição para fazendeiros, ou em tanques com água salgada ou até mesmo não potável. Elas também podem ser usadas como alimento em regiões com muita seca ou tempestades fortes.


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