Ensino técnico e tecnológico: o Brasil está pronto?

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Uma excelente notícia no campo da educação: o País ocupou o primeiro lugar no quadro geral da WorldSkills Competition, maior competição de educação técnica profissional, sediada este ano no Brasil, no período de 11 a 16 de agosto. Acumulamos 11 medalhas de ouro, e o maior pontuador entre os 1.200 participantes da competição mundial também é brasileiro – o paulista Luís Carlos Sanches Machado Júnior, que competiu em Tecnologia Automotiva. O destaque mostra um avanço significativo, mas há gaps que precisam ser preenchidos, para que continuemos mostrando nossa vocação para a inovação.

É incontestável a importância do ensino técnico e tecnológico na formação profissional e, consequentemente, na dinâmica do mercado de trabalho. Mas não dá para ignorar a deficiência em relação ao ensino das ciências exatas nesses cursos, bem como a falta de investimentos em laboratórios de ensino. Também somos ineficientes nos programas de reciclagem dos professores de exatas, sem o que eles não tomam conhecimento nem conseguem transmitir aos alunos as novas tecnologias desenvolvidas no mundo.

Tomemos como exemplo os países da Europa, onde, em média, 49,9% dos jovens do ensino médio optam pela educação técnica, de acordo com o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional de 2010. Já no Brasil, dados do Censo da Educação de 2013, revelam que a educação profissional técnica ainda é tem baixa adesão: apenas 7,8%. Esse número também precisa melhorar, para que o ciclo econômico ganhe novas perspectivas: mais oportunidades para os jovens, melhoria na competitividade de empresas brasileiras e um País com maior capacidade de desenvolvimento de novas tecnologias.


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