Estudo cria expectativa em relação a tratamento contra coronavírus

Uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos, a Gilead Sciences, saiu na frente nas pesquisas para a criação de uma droga segura capaz de diminuir a potência da infecção do coronavírus. De acordo com a imprensa internacional, resultados positivos devem ser apresentados dentro de um mês. As esperanças estão depositadas num composto chamado remdesivir, originalmente desenvolvido para tratar o ebola. Até agora essa é a melhor expectativa da criação de um remédio a médio prazo capaz de mostrar eficácia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de declarar que o coronavírus é uma pandemia. Os casos já somam mais de 110 mil em todo o mundo, com ênfase para a China, onde a primeira onda importante de propagação foi registrada, e, posteriormente, para a Itália, país que colocou toda sua região norte em quarentena esta semana. O posicionamento oficial da OMS indica aos países que deve haver uma preocupação com contágios massivos, capazes de atingir pessoas em regiões geográficas muito distintas, como de fato já está sendo observado. No Brasil, os casos suspeitos são pouco menos de 1 mil, mas espera-se que o pico das contaminações ocorra dentro de três a quatro semanas. Os especialistas afirmam que a letalidade do vírus não é excepcional, mas de qualquer forma sua propagação inspira muitas preocupações, principalmente em relação à saúde de pessoas idosas ou com quadros de saúde fragilizados.

Mesmo antes de observar testes definitivos, médicos dos Estados Unidos, Itália e China estão usando o remdesivir como forma de tentar salvar pacientes. Alguns resultados positivos foram alcançados, mas os pesquisadores ainda não têm segurança de atribuí-los de fato à ação do medicamento ou a uma melhora natural do quadro do paciente.

“A corrida para descobrir um medicamento mal começou, e esse processo pode demorar ainda algum tempo, mas as expectativas estão concentradas em substâncias que já vinham se mostrando eficientes para outros modelos de vírus”, diz o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern.

 

Estratégia contra o HIV

Enquanto a droga usada anteriormente para combater o ebola mostra-se promissora, o mesmo otimismo não foi confirmado em testes preliminares que usaram os atuais compostos usados contra o HIV, o vírus causador da Aids. Os estudos clínicos continuam, principalmente com um dos elementos do coquetel, o Kaletra, mas eles não causaram a mesma expectativa de ajudar na contaminação de um elemento tão diferente do HIV quanto o Covid-19, propagador da atual onda de contaminações de gripe.

 

Com informações: OMS; UOL; “The Guardian”; Gilead Sciences.