Facebook cria “sala de guerra” para monitorar eleições

O Facebook está investindo em infraestrutura de peso para monitorar as eleições e coibir a manipulação de dados na plataforma. Ontem, a empresa anunciou a criação de uma “sala de guerra” equipada com computadores e televisores ligados nos principais canais de notícias, a partir da qual uma equipe de 20 pessoas – engenheiros, cientistas, advogados e executivos – vai acompanhar, em tempo real, as ações dos usuários. Além da equipe, outros colaboradores estarão mobilizados simultaneamente, perfazendo cerca de 300 pessoas envolvidas.

A iniciativa é considerada um grande passo pelos executivos da companhia: “Será o maior esforço transversal que empresa já viu desde que mudamos o foco do computador para o celular”, afirmou Samidh Chakrabarti, responsável pelo departamento de “Eleições e Compromisso Cívico” na rede social. O Facebook foi muito criticado nos últimos dois anos por não ter combatido as campanhas de desinformação durante as eleições para presidente dos Estados Unidos em 2016.

Para as eleições no Brasil, em 7 de outubro, a “sala de guerra” já deverá estar operando. Nos Estados Unidos, haverá eleições para deputados e senadores em novembro.

Combatendo as fake news

Esta não é a primeira iniciativa do Facebook para combater a desinformação no Brasil. Uma parceria com as agências Lupa e Aos Fatos para a verificação de informações e o combate às fake news foi lançado no início deste ano: o Lupe. Os conteúdos classificados como falsos no processo de verificação tem sua distribuição orgânica reduzida de forma significativa. Além disso, as páginas que repetidamente compartilham notícias falsam têm seu alcance reduzido e seus administradores notificados.

A empresa também financia o Comprova, um programa colaborativo que reúne jornalistas de 24 organizações de mídia no Brasil para verificar notícias durante a campanha eleitoral deste ano. Além disso, o Facebook apoia e divulga para os usuários da rede o curso online “Vaza, Falsiane!”, uma proposta bem-humorada que busca aprimorar as habilidades de interpretação de notícias dos participantes, incentivando uma análise crítica das fontes de informação.

Arie Halpern, executivo especializado em inovação, destaca a importância que as mídias sociais vêm adquirindo no contexto eleitoral: “Desde a eleição de Obama, em 2008, a comunicação em rede é fator-chave nas campanhas políticas. Mas também podem contribuir para a desinformação e para a boataria. Coibir o mau uso dessa ferramenta é hoje uma atividade civilizacional, importante para a defesa da democracia”, diz Halpern.

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