Fintechs aceleram expansão na pandemia

O número de Fintechs em atividade no Brasil aumentou mais de 30% em 2020. E, pela primeira vez, o download de aplicativos de novos participantes deste mercado superou o dos bancos tradicionais, os que têm agências físicas, segundo o UBS Evidence Lab. Já são mais de 60 milhões de contas digitais nestes novos bancos da era digital, que oferecem serviços sem taxas e com menos burocracia.

A expansão desses bancos, dos quais alguns dos mais conhecidos são Nubank, Inter, C6 Bank e Original, que já vinha num ritmo acelerado, ganhou maior impulso com a pandemia da Covid-19. Com a impossibilidade de circular, muitas pessoas que tinham receio em usar sistemas bancários digitais foram de certa forma forçadas a fazê-lo.

Muitos destes bancos já estão ampliando suas fronteiras de atuação e entrando não só em novos serviços bancários, cumprindo as devidas exigências e com as necessárias autorizações, mas também, fora deste segmento. Já tem banco digital com plataformas funcionando como marketplace para venda de produtos não financeiros.

Os bancos surgidos na época do tijolo e cimento estão reagindo. Todas as grandes instituições criaram seus braços digitais, que não são somente a possibilidade de acessar seus serviços online. O Itaú e o Bradesco, para ficar em dois dos maiores, criaram seus próprios canais digitais, o iti e o next.

Com o cuidado de não canibalizar sua base de clientes, os novos canais são direcionados ao público de baixa renda e aos chamados desbancarizados, que não têm – ou não tinham – conta em banco. Esse perfil de público é um dos alvos principais das Fintechs que, num primeiro momento atraíram a população mais jovem.

Mas, o que é mesmo Fintech?

A palavra Fintech é uma combinação de financial e technology, ou em bom português, tecnologia financeira. É o uso de tecnologia no setor financeiro, mas o significado vai muito além disso. Ela se refere às novas empresas, as startups, criadas no ambiente digital com serviços oferecidos exclusivamente neste formato.

Quando o termo começou a ser usado, ainda no século passado, era inicialmente aplicado à tecnologia usada nos sistemas de back-end de instituições financeiras. “Entre outras evoluções disruptivas, o surgimento dos caixas eletrônicos, por exemplo, que no Brasil aconteceu no início da década de 1980, poderia ser chamado de fintech”, explica o especialista em tecnologias disruptivas, Arie Halpern.

Desde a revolução provada pela internet e depois pelos dispositivos móveis, o uso de tecnologia no setor financeiro, assim como em vários outros, cresceu de forma explosiva. Isso fez com que a palavra passasse a definir uma enorme variedade de inovações nas finanças, especialmente serviços voltados aos clientes e se tornasse popular. Ou seja, fintech se tornou um novo sinônimo para banco.