Foco no treino: como a tecnologia está transformando a prática de exercícios?

Quando o assunto é vida fitness, o Brasil é referência. Este é segundo país com o maior número de academias no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A Associação Brasileira de Academias informa que já existem mais de 30 mil academias em atividade no Brasil que, juntas, movimentam mais de US$ 2 bilhões em receita. E quem pratica atividades físicas sabe muito que a tecnologia é uma grande aliada. Este ano, na famosa feira de eletrônicos Consumer Electronics Show, em Las Vegas, equipamentos fitness de alta tecnologia foram o grande destaque, marcando a tendência de inovação.

Há dois segmentos liderados pelas empresas de tecnologia que prometem revolucionar os treinos de quem frequenta academias. O principal envolve o uso de roupas e acessórios inteligentes, conhecidos como wearables. Esses acessórios são responsáveis pelo monitoramento das atividades físicas do usuário, como braceletes capazes de calcular a perda de calorias, batimentos cardíacos, entre outros. O assunto também já foi abordado em outra matéria deste site

Já a outra frente mira o aperfeiçoamento das instalações e equipamentos. Entre as novas tecnologias que estão sendo adaptadas para os salões de treinos estão a realidade aumentada e dispositivos de monitoramento. A Crunch, uma rede de academias dos Estados Unidos, aposta em um dispositivo que acompanha a saúde cardíaca de seus clientes: o Crunch Ultimate Team Training Program. Ao se inscrever no programa, o cliente recebe o dispositivo de medição da frequência cardíaca e passa a treinar sob os cuidados de um personal trainer e dos monitores eletrônicos que acompanham o desempenho individual dos alunos. Com base nas informações extras, o treinador identifica com precisão o nível de cada grupo e de cada aluno, e pode adaptar o treino conforme necessário. Segundo Johnny Briones, gerente fitness da rede Crunch, ver a resposta fisiológica na tela do computador faz todos os praticantes terem vontade de treinar com mais afinco.

Os games, que no passado já foram sinônimo de sedentarismo, também tornaram-se um estímulo nas academias. A Asphalt Green , em Nova York, lançou a nova classe fitness AG6, que utiliza a tecnologia PRAMA, um sistema interativo fundado na Espanha e que transforma a sala de treino em um campo interativo. O chão e as paredes são cobertos com sensores de pressão, luzes de LED e caixas de som para fazer com que o atleta se sinta em um videogame. Brincando com os pontos de pressão, que acendem quando tocados, a academia foca em treinos de força, equilíbrio, velocidade, agilidade e reflexo.

A rede Les Mills, também dos Estados Unidos, decidiu investir na realidade aumentada para criar uma nova experiência: nas aulas de spinning, o treino se transforma em um verdadeiro passeio tecnológico. The Trip, como foi batizado, é um treino imersivo e futurístico. As bicicletas ficam voltadas para um imenso telão, que mostra uma estrada que se move conforme os alunos pedalam, dando a impressão de que se está realmente movendo por um cenário. Cada aula ainda conta com um “ambiente” diferente para os alunos explorarem.

Essas experiências são um sinal do processo de disruptura tecnológica que começa a chegar ao mundo fitness e revelam um mercado com enorme potencial a ser explorado, à espera de empresas dispostas a contribuir para um mundo mais saudável e ainda ganhar dinheiro com negócios inovadores.

 


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