“A forma como interagimos com o mundo vai mudar”, diz Arie Halpern sobre a internet das coisas

Arie Halpern internet das coisas

Arie Halpern fala sobre a internet das coisas

A internet revolucionou a vida das pessoas nas últimas décadas, por ter transformado a forma como elas agem, se divertem e trabalham. Uma evolução que está longe de se esgotar. “O aumento no acesso à internet e o avanço tecnológico fizeram surgir a chamada internet das coisas, um fenômeno que provocará uma grande mudança na forma como interagimos com o mundo”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologia. Num futuro próximo, diz ele, aparelhos eletrodomésticos, carros e telefones, entre outros objetos, estarão todos conectados à internet.

O BI Intelligence, serviço de pesquisas do portal Business Insider, acompanhou, durante dois anos, consumidores, empresários e governos que usam a tecnologia IoT. A estimativa é de que 24 bilhões de dispositivos estarão conectados até 2020, com US$6 trilhões para serem investidos na área nos próximos cinco anos e US$ 13 trilhões de ROI (retorno de investimento)d até 2025. “Esses números mostram o potencial disruptivo dessa tecnologia e o impacto que ela trará para a sociedade”, comenta Arie Halpern.

O estudo também aponta algumas das áreas que serão atingidas por essa revolução — ambientes corporativos, manufatura, transporte, hospitais, bancos e serviços de alimentação, apenas para citar alguns. “Em alguns anos, quando você praticar um exercício físico, seu relógio de pulso poderá passar os resultados direto para o seu médico, além de lembrá-lo de tomar seus remédios; seu celular avisará se você esqueceu o forno ligado e o ajudará a encontrar suas chaves, quando você as perder; as portas de sua casa serão abertas sozinhas ao identificar sua presença por reconhecimento facial ou biometria e esses são apenas alguns exemplos”, comenta Arie Halpern.

A conexão de um grande número de objetos à internet pode demorar ainda alguns anos para acontecer, mas diversas empresas já estão colocando no mercado produtos com essas características. A Samsung criou geladeiras com tela de LED que reproduzem a tela do smartphone do usuário, podendo até reproduzir música, e a Nike tem investido em equipamentos inteligentes para atividades físicas, como um sensor que vai na palmilha do tênis e manda os dados do exercício para um site.

Ainda há, no entanto, diversas barreiras ao avanço da IoT que deverão ser estudados pelo mercado. O estudo da BI Intelligence aponta quatro: preocupações com segurança, com privacidade, problemas de implantação e fragmentação tecnológica. Para Arie Halpern, a uma das questões regulatórias que precisa ser equacionada é a da privacidade dos usuários e como as companhias armazenarão os dados recolhidos e os compartilharão, o que leva ainda ao problema dos cibercrimes, e se a implantação da IoT facilitará o cenário para que eles aconteçam. Além disso, diz ele, é preciso se atender para a importância de se oferecer facilidades a preços acessíveis ao consumidor final.


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