Grafeno promete revolucionar as novas tecnologias

Descoberto há 12 anos pelos pesquisadores Andre Geim e Konstatin Novoselov, o grafeno possui propriedades que podem levar a grandes disrupturas tecnológicas. Melhor condutor elétrico já visto, resistente, maleável, impermeável e extremamente flexível, o material, desde sua descoberta em 2004, fez com que o número de patentes a ele associados subisse significativamente – de menos de 50, em 2004, para 9.000 em 2014, de acordo com Andrew Garland, analista da Future Markets. Neste ano, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, inaugurou o primeiro Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias da América Latina. O centro promete colocar o Brasil na vanguarda dos estudos com o material.

Há poucos centros especializados no estudo do grafeno no mundo, mas o potencial do uso do material é grande. É o caso da ‘pele’ de grafeno, criada pelos cientistas da Universidade de Monash, na Austrália Com essa aplicação, haverá a possibilidade de o mercado produzir sensores elásticos, que podem ser esticados e voltar à forma inicial sem sofrer deformações, o que é uma vantagem excepcional, já que, atualmente, a maioria dos sensores é pouco resistente. Outra aplicação promissora: estuda-se criar, a partir do material, visão noturna em câmeras de aparelhos comuns, como as de smartphones, notebooks e até mesmo nos para-brisas de carros.

As expectativas para o grafeno não param. Com o aumento das patentes, especialistas estimam que, com o grafeno, será possível a criação de cabos com velocidade de transmissão centenas de vezes maior que as tecnologias atuais, aumentando a velocidade da internet a níveis elevadíssimos. Em suma, o grafeno será um assunto recorrente quando falarmos de inovações disruptivas.

Grafeno sendo extraído (Imagem: Reprodução/Universidade de Manchester)

Conforme os estudos avançam, testemunharemos novas aplicações para o material. No Brasil, que agora abriga o primeiro centro de pesquisa de nanotecnologias, focado no grafeno, as pesquisas se ampliarão para que a dificuldade da fabricação do material em escala industrial seja transposta. Com propriedades fundamentais para o aprimoramento de tecnologias atuais e desenvolvimento de tecnologias disruptivas, o grafeno está no centro das atenções, com todos as apostas na evolução das aplicações do material.


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