Homenageando filha falecida, brasileiro cria robô capaz de diagnosticar doenças

Após perder sua filha recém-nascida para a septicemia, Jackson Fressatto dedicou sua vida a criar um software que pudesse salvar pessoas do mesmo destino de sua bebê Laura. Ele criou um robô que trabalha com tecnologia cognitiva para auxiliar no diagnóstico de pacientes com as mais variadas doenças, incluindo a que vitimou sua filha.

Laura é um robô que tem a capacidade de aprender, por meio da análise de dados, gerando interpretações da mesma forma que nosso cérebro é capaz de fazer. Laura utiliza históricos hospitalares e busca padrões de repetição, além de conceitos de probabilidade, para interpretar diagnósticos e gerar deduções acerca do estado de cada paciente.

As principais funções de Laura são: Sepsis (voltada para a cura da septicemia); Compliance (detectando falhas operacionais em algum sistema); Saving (monitoramento operacional e administrativa); Blood (monitoramento  do banco de sangue de algum hospital); Epidemiology (detecta ocorrência de epidemias em tempo real) e Medicine (monitora pacientes críticos e gera alertas para horário de remédios, por exemplo).

O sistema pode ser chamado de robô, pois possui pequenos motores e agnósticos em execução permanente que são autônomos entre si e tomam decisões sem esperar que alguém acione comandos, diferente de um software que espera ações do usuário para executar tarefas.

Para Arie Halpern, robô ainda irá ajudar muitas pessoas no futuro

“A ideia é que a memória de Laurinha, agora parte da alma por trás do robô, possa ajudar os médicos na prevenção da sepse e diminuir o número de mortes causadas por essa doença violenta” relatou Jacson à Tecmundo.

Prestes a completar 7 anos de existência, o robô Laura já participou de premiações e ganhou 1º lugar no Desafio Pfizer de 2016 na categoria Commitment, no Infecto Sul com o Case Científico: “Análise da Implantação de Ferramentas de Data Analytics e Machine Learning para Identificação de Sinais de Alerta de Sepse em um Hospital Privado de Curitiba” e também ganhou o selo do Prêmio SESI ODS (Objetivos De Desenvolvimento Sustentável).

Algumas instituições já adotaram o software Laura, entre elas a FEMIPA, a IBM Global Entrepreneur, o Hospital Pequeno Príncipe e o Hospital da Cruz Vermelha.

Para o economista e especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern, esse é um exemplo claro do poder da tecnologia e da motivação por trás de uma criação dedicada a ajudar pessoas enfermas, “A tecnologia pode proporcionar experiências incríveis, como a de manter viva a memória de alguém que perdemos. Nesse caso, motivou a criação de um robô capaz de ajudar centenas de pessoas”, analisa Arie.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *