Imagens em altíssima definição desvendam detalhes sobre a formação de estrelas e planetas

Imagens em altíssima definição captadas por uma equipe de astrônomos revelam o funcionamento interno das galáxias com detalhes que nunca tinha sido possível observar. Elas podem fornecer informações sobre o papel dos buracos negros na formação de estrelas e planetas. Segundo os pesquisadores estamos diante de uma disrupção na compreensão de como as galáxias evoluem.

As imagens em Ultra HD, quatro vezes maiores do que as obtidas em HD, são captadas por uma rede de mais de 70.000 pequenas antenas espalhadas por nove países europeus. Essa rede, chamada International Low-Frequency Array (LOFAR), capta ondas em frequências de banda de rádio FM.

Ao contrário de fontes com comprimento de onda mais curto, elas não são bloqueadas pela atmosfera da Terra, por nuvens de poeira ou gás de outras galáxias, o que possibilitou aos astrônomos chegarem às imagens dos locais onde são formadas as estrelas e ao coração das galáxias – regiões que, devido à baixa frequência, ainda eram pouco exploradas.

Telescópio virtual

As imagens que revelam que as galáxias são muito mais do que uma coleção de estrelas são resultado do trabalho de uma equipe de astrônomos da Durham University, do Reino Unido. Essa equipe conseguiu melhorar drasticamente a resolução das imagens de rádio ao conectar as mais de 70.000 antenas com um metro de altura cada.

A maioria das antenas LOFAR está localizada na Holanda e juntas elas formam um telescópio virtual com um diâmetro de lente de 120 km. Ao conseguir conectar também as antenas localizadas em outros países europeus, os astrônomos aumentaram o diâmetro da lente virtual para quase 2.000 km. Isso possibilitou um aumento de vinte vezes na resolução da imagem.

Foram seis anos de trabalho para conectar o sinal de cada antena, digitalizá-los, enviá-los a um processador central e depois combiná-los formando as imagens.

“Com as descobertas obtidas pelos astrônomos, como as imagens em Ultra HD, avançamos para a compreensão dos fenômenos que acontecem não só no sistema solar, mas no universo como um todo”, conclui Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.