Imortalidade digital, de perfis fantasmas a heranças virtuais

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As tecnologias estão se encarregando de manter viva e conectada a memória das pessoas que se foram. Neste ano, uma nova rede social surgiu com a proposta de fazer com que os usuários que morreram continuem ativos nas redes. Com o nome de Eter9, ela foi criada com um sistema capaz de analisar as postagens feitas pelo falecido em vida, aprender sobre as características dele e manter o mesmo nível de engajamento de antes de sua morte, em uma espécie de imortalidade.

Com todo respeito aos que se foram, a imortalidade digital pode ser preocupante para quem fica por aqui, conectado e acompanhando movimentações virtuais de quem faleceu. O Facebook, por exemplo, com o objetivo de passar a custódia da conta de quem morreu, criou o “contato herdeiro”. Com a ferramenta, o usuário pode indicar outro responsável para administrar o perfil pessoal em caso de morte. Entre homenagens e mensagens de saudade, o herdeiro também pode optar por simplesmente desativar a conta e evitar a prorrogação da situação, que pode constranger.

Agora, especialistas sugerem que, na hora de se criar um inventário, os serviços da web também estejam incluídos no testamento. Contendo todas as contas online reunidas, a herança tradicional vai ganhando novos conceitos, para que nenhuma @ fique abandonada pela rede. Essa atenção à morte digital não deixa de ser intrigante e, num primeiro momento, estranha. São as novas tecnologias nos surpreendendo e até mesmo oferecendo novas abordagens para a única certeza que temos nesta vida: a de que vamos morrer.


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