Indústria alimentícia adota processos disruptivos, diz Arie Halpern

Alimentos também estão passando por processos disruptivos, diz Arie Halpern

Alimentos também estão passando por processos disruptivos, diz Arie Halpern

O setor alimentício entrou de vez no radar das empresas de tecnologia e startups do mundo todo. Além de ser um dos maiores mercados do mundo, com estimativa de crescimento feita pela Research and Markets de 4,5% de 2015 a 2020, chegando a um valor estimado de US$ 3,03 trilhões, as indústrias de alimentos estão aderindo às inovações tecnológicas para se tornarem mais produtivas e sustentáveis.  “As exigências de competitividade estimulam cada vez mais a indústria alimentícia a buscar um diferencial nos processos disruptivos”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

Startups de tecnologia especializadas na área já arrecadaram US$ 5,7 bilhões em quase 300 acordos fechados. A principal porta de entrada para as pequenas empresas são os serviços de entrega de produtos, como o iFood e o novo UberEATS. Para Arie Halpern, aplicativos de entrega de comida já se tornaram um hábito para que deseja praticidade e preços menores. O ponto negativo para as empresas que desejam atuar no segmento de delivery é a alta concorrência.

Aa tecnologia disruptiva está fazendo a diferença em outras frentes da indústria de alimentos. A Hampton Creek Foods, em São Francisco, utiliza dezenas de plantas, entre elas soja e feijão, para criar um substituto para o ovo. Para isso, a empresa conta com um químico de proteínas, cientista de comidas e um executivo de vendas da Heinz. O produto em gestação no laboratório da Hampton Creek estpa sendo usado na fabricação de cookies e maionese. No futuro, a companhia planeja criar substitutos para vários tipos de comida, não apenas ovos, adicionando proteínas de plantas.

A Impossible Foods decidiu apostar em algo parecido e criou um hambúrguer com gosto de carne, mas feito inteiramente de proteína vegetal. Segundo a empresa, o produto desenvolvido é menos danoso para o meio ambiente, não agride os animais, é mais saudável que a carne vermelha e também mais barato de produzir. “Essas empresas estão apostando nos novos hábitos dos consumidores”, comenta Arie Halpern. “Cada vez mais pessoas estão procurando diminuir o abate animal e melhorar a qualidade da alimentação,  o que tem reflexos na indústria.”

Os grandes impulsionadores da visão disruptiva dos alimentos são a geração millennial, nascidos nas décadas de 1980 e 1990. Segundo especialistas, a vontade dos millennials em ter um mercado de comida mais transparente tem incentivando as empresas a se adaptarem às novas demandas. Com mais conhecimento sobre os processos de produção e sobre os ingredientes usados para a fabricação dos alimentos, as pessoas podem fazer melhores escolhas para sua alimentação.

 


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