Inovações patenteadas podem ser o grande negócio do futuro, diz Arie Halpern

Patentes curiosas podem ser tecnologia do futuro, diz Arie Halpern

Patentes curiosas podem ser tecnologia do futuro, diz Arie Halpern

Com a tecnologia avançando cada vez mais rápido, as empresas, sejam elas grandes ou pequenas, não podem ficar para trás. É preciso correr para sair na frente e lançar os melhores produtos para o consumidor. Nessa corrida pela inovação, às vezes as ideias voam na velocidade da luz, mas a tecnologia ainda não chegou lá.  As ideias muitas vezes esbarram na falta de tecnologias para transformar o sonho dos empreendedores em realidade. Quando isso acontece, não se deve desistir do sonho, mas apenas adiá-lo. O melhor a fazer é patentear a ideia. “As patentes são uma forma de entendermos para qual direção as empresas estão olhando quando pensam no futuro. A maioria das ideias patenteadas acaba não saindo da fase do registro, mas muitas delas se tornarão realidade no futuro”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

As patentes são uma forma de a empresa proteger suas ideias, mesmo que no futuro  acabem não vingando. Mesmo quando não são desenvolvidas, uma inovação patenteada pode ser usada em tecnologias complementares, fazendo com que aquele que registrou a ideia receba os royalties equivalentes. No ano passado, mais de 325 mil invenções foram patenteadas em todo o mundo, sendo que 381 delas foram brasileiras. Os Estados Unidos lideram a lista, com 155.982 patentes licenciadas em 2015.

Na lista de patentes há desde ideias futuristas, como uma técnica para transmitir dados através do corpo humano, até algumas engraçadas, como o gesto de fazer o símbolo do coração com as mãos. O Disruptivas e Conectadas reuniu algumas das patentes mais interessantes. Confira:

Data center que flutua

O Google é uma das empresas que está sempre licenciando novas patentes no mercado, principalmente devido a sua parceria com empresas menores e ao seu interesse em criar produtos relevantes para os consumidores. Como a  companhia é uma grande consumidora de energia – gasta em média 2,26 milhões de megawatts-hora por ano para manter seus serviços – uma da patentes solicitadas, em 2008, foi para uma base flutuante de data center, que ficaria no mar e captaria energia do movimento natural das ondas. Essa energia seria utilizada para alimentar os servidores das suas redes de computadores. No entanto, ainda é difícil saber se o Google vai realmente conseguir transformar em realidade essa idea.

Rastrear visitantes de parques de diversão por meio do tênis

Essa patente foi licenciada pela Disney, que está sempre em busca de compreender as necessidades dos frequentadores do parques e adaptar seus serviços. A ideia é utilizar um robô para identificar os visitantes pelos calçados que estiverem usando e acompanhá-los pelo parque para saber que passeios são mais populares e quais rotas são mais utilizadas. Isso permitiria que a Disney criasse “uma experiência personalizada para os hóspedes”, de acordo com a ideia patenteada.

O gesto de fazer um coração com as mãos

O Google mostrou interesse em patentear o “coração” feito com as mãos, geralmente utilizado para as pessoas para demonstrar ternura e amor. Com isso, a companhia pretende utilizar o símbolo como um comando para o seu óculos de realidade aumentada Google Glass. Ao fazer o gesto mirando um objeto ou pessoa, o óculos tiraria uma foto automaticamente para o usuário guardar de lembrança.

Técnica para transmitir dados através do corpo humano

Parece algo saído de um filme de ficção científica, mas a AT&T Intellectual Property acredita ser capaz de realizar o feito. Ela entrou com o pedido de patente em 2013 e descreveu um método de envio de sinais de dados de forma segura quando dois dispositivos entram em contato físico intermediados por um corpo humano. Os dados seriam transmitidos utilizando os ossos e a pele como condutores de sinais até o receptor dentro dos dispositivos, que leria os dados como um sinal específico, diferentes dos sinais elétricos naturais do corpo humano.

Técnica para impedir que fãs filmem os shows

A Apple também entrou no jogo das patentes. Este ano, a empresa licenciou uma técnica para impedir que os fãs usem iPhones para filmar ou tirar fotos durante o show. O sistema  de recebimento de dados por sinais infravermelhos da câmera seria usado para reconhecer os locais onde os shows estão acontecendo e impediria o smartphone de ativar a câmera.

 


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