Intel quer acelerar inteligência artificial com chip que imita cérebro

Intel quer acelerar inteligência artificial com chip que imita cérebro

A especialista em microprocessadores Intel entrou na corrida para acelerar a evolução da inteligência artificial. A empresa anunciou o desenvolvimento de um novo chip neuromórfico que imita a atividade do cérebro humano ao ajustar as suas conexões para se adaptar a novas tarefas.

O processador, chamado de Loihi, utiliza dados para aprender e realizar interferências, sendo capaz de se tornar mais inteligente com o passar do tempo sem precisar de treinamento, como outros chips.

Os modelos de chips neuromórficos são modelados a partir da atividade do cérebro humano, mas, mesmo depois de décadas de pesquisa, ainda não apresentaram melhora no seu desempenho em aplicações reais em relação aos computadores normais. Diferentemente de outros modelos com a mesma funcionalidade neuromórfica, o Loihi não desenvolve uma construção de raciocínio binária, isto é, ao invés de escolher pelo “sim” ou “não” após uma coleta de dados atualizados na nuvem, ele tende a ter escolhas originais diante de diferentes situações.

Tal funcionalidade torna o Loihi muito mais eficiente quando se trata de fazer a inteligência artificial trabalhar em dispositivos como celulares e laptops, já que pode consumir até 1000 vezes menos energia, justamente por não precisar de atualizações da nuvem.

Apesar das vantagens demonstradas, os processadores neuromórficos ainda não mostraram resultados reais fora da realidade dos laboratórios de pesquisa. O cientista Steve Furber afirma à revista científica IEEE Spectrum que “atualmente, há muita expectativa sobre a computação neuromórfica, mas que ainda não há nada que convença sua aplicação em produtos feito para a grande massa”.

De acordo com o “The Verge”, a Intel sabe disso e prepara os primeiros exemplares do seu novo chip para algumas universidades e instituições de pesquisa no primeiro semestre do próximo ano.


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