Inteligência artificial no Outubro Rosa

A inteligência artificial, que já é utilizada em sistemas informáticos, games e robôs auxiliares, agora também poderá auxiliar o combate ao câncer de mama. A equipe de Pesquisa & Desenvolvimento do Google AI publicou em seu blog, na última semana, um artigo sobre a assistente Lyna (Lymph Node Assistant, ou Assistente de Linfonodo), inteligência artificial que promete aprimorar os sistemas de diagnóstico, detectando câncer de mama metastático com 99% de precisão.

Lyna é capaz de observar metástases tão pequenas que não são visíveis a olho nu. Pesquisadores do Google vêm desenvolvendo seu algoritmo desde 2016, e recentemente, eles publicaram novas pesquisas mostrando os avanços dessa ferramenta tecnológica – idealizada para servir de apoio para patologistas – nas revistas científicas Archives of Pathology and Laboratory Medicine e The American Journal of Surgical Pathology.

Segundo o artigo, o sistema inteligente foi treinado para reconhecer as características de tumores a partir de lâminas de patologia. Os pesquisadores ressaltam que, apesar da capacidade acurada de identificação dos tumores, o diagnóstico deve ser acompanhado por um médico especialista e levar em conta o histórico do paciente. Afinal, a novidade tecnológica pode influenciar nas decisões sobre qual o melhor procedimento de cura em cada caso: radioterapia, quimioterapia ou cirurgia para a remoção dos linfonodos.

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Lyna e seus processos de aprendizado

Lyna vem ganhando destaque na área de saúde desde o ano passado, quando a Google AI participou do ISBI Camelyon Challenge – um desafio cujo objetivo era avaliar algoritmos novos e existentes para a detecção automatizada de metástases em hematoxilina e eosina (H&E) em imagens de lâminas de patologia. A inteligência artificial da Google alcançou taxas de detecção do câncer significativamente maiores do que havia sido relatado anteriormente.Todavia, um algoritmo preciso, por si só, é insuficiente para garantir a qualidade e a precisão dos diagnósticos para pacientes com câncer de mama.

Por segurança, esses algoritmos devem ser testados em uma variedade de configurações diferentes. Os pesquisadores submeteram Lyna a novas rodadas de testes, com uma base de dados independente fornecida pelo Centro Médico Naval de San Diego. Como as amostras vinham de um laboratório diferente, o sistema provou que pode dar conta da diversidade de condições observadas na prática clínica rotineira. Lyna obteve desempenho similar em ambos os conjuntos de dados, sem desenvolvimento adicional.

Para a identificação de tumores, Lyna utiliza deep learning, ou seja, seus algoritmos elaboram abstrações de alto nível de dados usando um grafo com várias camadas de processamento, compostas de transformações lineares e não lineares.

Arie Halpern, empresário especializado em inovação tecnológica, destaca os avanços da tecnologia nos campos da medicina e da robótica. “A inteligência artificial vem revolucionando as áreas de diagnósticos. Isso representa uma transformação na área de saúde, porque os médicos podem se antecipar à doença, agir preventivamente ou atacar o problema em suas fases iniciais – o que contribui para a saúde e para a qualidade de vida dos pacientes”, constata Halpern.

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