Internet das coisas traz novas soluções para atendimentos emergenciais

Com o choque representado pela pandemia do novo coronavírus, o mundo passou a buscar de forma acelerada novas soluções tecnológicas para implantar cuidados com a saúde. Dentro dessa busca, uma das fronteiras mais promissoras é o da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), que deve ter com a introdução da banda 5G um desenvolvimento exponencial. A ideia é que, num futuro próximo, as conexões rápidas não vão se restringir a aparelhos especializados como smartphonesnotebooks ou desktops, mas estarão difundidas também por aparelhos de televisão, geladeiras, câmeras de segurança ou até mesmo equipamentos de saúde, como termômetros, oxímetros e aparelhos de pressão.

Os contatos de socorristas, em números específicos, como acontece no famoso 9-1-1 nos Estados Unidos, já podem, por meio de redes integradas, receber informações de aparelhos domésticos, mas também daqueles instalados no bairro onde é necessário fazer um resgate. Assim, uma chamada para o número de emergência aciona toda uma massa de informações de semáforos, câmeras de rua, localização de ambulâncias, carros de polícia ou bombeiros, situações de tráfego em casos de desastres como enchentes ou terremotos, e assim por diante. O resultado é uma situação de controle muito mais efetiva por parte das equipes, otimizando os atendimentos e permitindo uma melhor chance de sucesso.

“Esse é mais um exemplo importante de como a internet das coisas vai transformar relações em uma série de áreas importantes; muitas vezes pensamos nas novidades do mercado de trabalho, mas seu alcance vai além disso, podendo ser a diferença entre salvar ou não vidas numa situação de emergência”, diz o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern.

 

Exemplo americano

A empresa de tecnologia RapidSOS funciona nos Estados Unidos desde 2012, e hoje conta com mais de 250 milhões de dispositivos atrelados a 3,5 mil agências locais de segurança pública. As chamadas para os contatos de emergência acionam toda uma rede local de informações que guiam a operação das autoridades envolvidas. Um dos trunfos da companhia é trabalhar com um sistema confiável de acesso a dados, que oferece proteção contra invasão de privacidade, de forma que apenas informações relevantes para o caso e apenas para os profissionais envolvidos, sejam oferecidos. 

Com informações: Abinc; Security Magazine; RapidSOS