“A internet é uma das maiores invenções  disruptivas”, diz Arie Halpern

"A internet é uma das grandes invenções diruptivas", diz Arie Halpern

“A internet é uma das grandes invenções diruptivas”, diz Arie Halpern

A internet fez neste mês 25 anos. Há, portanto, um quarto de século surgia o primeiro website do mundo online para o público. De lá para cá, vimos surgir, graças à internet, o correio eletrônico, mensagens instantâneas, redes sociais, vídeos online, streaming ao vivo e diversos outros dispositivos que mudaram a vida de todos no mundo inteiro. O nome por trás dessa revolução nas comunicações é Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web (WWW). “As redes interligadas existiam antes, por meio de linhas telefônicas, mas foi apenas com a WWW que pessoas comuns começaram a acessar as redes online e a internet se tornou uma das maiores invenções disruptivas”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

O primeiro site do sistema WWW foi ao ar em 6 de agosto de 1991 e, além da rede de computadores, Berners-Lee desenvolveu os primeiros padrões básicos de programação para os websites, o conhecido HyperText Transfer Protocol ou HTML. “O projeto WWW une técnicas de informação trivial e hipertexto para criar um sistema global fácil, porém poderoso, de informações”, diz Berners-Lee no primeiro website do mundo. “O projeto começou com a filosofia de que a informação acadêmica deveria ser de acesso gratuito para todos.”

O rápido avanço da tecnologia da WWW também se deve à generosidade de Berners-Lee, que não patenteou sua invenção, garantindo que qualquer pessoa pudesse participar e melhorar seu projeto. “A ideia de lançar a World Wide Web era como jogar um palito de fósforo em um celeiro cheio de palha. A web se espalhou porque muitas pessoas contribuíram fortemente para que ela fosse aceita”, escreveu ele em seu livro “Weaving the Web” (“Balançando a teia”, em tradução livre).

“A força da internet como invenção disruptiva se dá por diversos fatores”, diz Arie Halpern. É, diz ele, uma tecnologia que mudou completamente a forma com que pessoas, empresas e indústrias se comunicam. Ela revolucionou os próprios veículos de comunicação e comunicações por satélites. Para se ter uma ideia do impacto disso, a Federação Alemã das Empresas de Informação, Telecomunicação e Novas Mídias (Bitkom) informou, a partir de resultados de uma pesquisa, que 86% das empresas com mais de dez trabalhadores possuem um site na internet. A ONU publicou em um relatório que 3 bilhões de pessoas já utilizam a internet no mundo.

A indústria de entretenimento sofreu um baque com a chegada dos espaços online. A pirataria de filmes, músicas, seriados e livros cresceu exponencialmente nos últimos anos e fez com que o setor de produção perdesse vários bilhões de dólares. “Ao mesmo tempo em que a internet se configurou como um problema para os gigantes da indústria, no entanto, ela abriu caminho para que os artistas menores mostrassem seu trabalho, artistas que talvez nunca tivessem  essa oportunidade se depende apenas de grandes produtoras”, diz Halpern.

Para os especialistas, o próximo passo da revolução online é Internet das Coisas. Não só nossos computadores e celulares serão capazes de se conectar uns aos outros, mas nossos eletrodomésticos, portas eletrônicas, termostato e carros entrarão nas redes online. Tudo para mostrar que compartilhar e se conectar com outras pessoas é a melhor maneira de fazer um grande impacto no mundo.


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