Investimentos em startups: riscos segundo o economista Arie Halpern

Economista Arie Halpern dá dicas para investir em startups

Economista Arie Halpern dá dicas para investir em startups

Um estudo da Get 2 Growth estima em  305 milhões as  empresas startups no mercado mundial. Outras 100 milhões surgem  a cada ano. De todas as startups no mercado, 1,35 milhão são voltadas para o setor de tecnologia. Segundo o empreendedor e economista Arie Halpern, o crescimento das startups abre novas possibilidades de investimentos para empreendedores. Os riscos, no entanto, existem. O de falência é um deles e é muito elevado, comenta, ao citar pesquisa da revista “Fortune” que indica que: nove em cada dez startups acabam saindo do mercado.

“O mercado de investimentos em startups é bem aberto, mas é necessário tomar algumas precauções”, explica Arie Halpern. Um dica é apoiar startups de áreas sobre as quais o empreendedor tenha conhecimento. Pesquisa da “Forbes” aponta que as maiores dificuldades enfrentadas pelo empreendedor são a falta de mercado para o produto oferecido (42%), falta de dinheiro (29%), profissionais não eram qualificados para o projeto (23%) e competidores fortalecidos (19%).

 Outra questão importante é identificar se há espaço no mercado para o serviço ou produto que a startup está oferecendo e se as pessoas estão dispostas a adotá-lo. “Muitas vezes um produto inovador é oferecido por uma empresa, mas, por ter um custo alto, ou ser pouco acessível, não é demandado  pelo público-alvo”, diz Arie Halpern. Pesquisam indicam que consumidores têm diferentes velocidades para adotar novos produtos, dependendo de seu perfil. Esses perfis podem ser divididos em inovadores (2,4%), primeiro adeptos (13,5%), maioria inicial (34%), maioria final (34%) e retardatários (16,5).

“Inovadores” são os que compram as tecnologias logo depois de lançadas. Um exemplo são pessoas que investem em kickstarters para receber a primeira leva dos produtos oferecidos. Os “primeiros adeptos” vêm em seguida, e, geralmente, compram produtos novos a partir de indicação de amigos e familiares em quem confiam. Consumidores de perfis “maioria inicial” e  “maioria final” só compram um produto após ele ser socialmente aceito e ser de conhecimento da maior parte da população. Os retardatários compram os produtos quando esses estão quase saindo do mercado. Para que novos produtos se tornem um sucesso, eles precisam ser bem aceitos pelos dois grupos iniciais. Mesmo assim, isso não é uma garantia de que a maioria da população terá interesse neles.

Além de compreender o mercado e as necessidades de seu público, é importante ter estratégias para um retorno financeiro e, até mesmo, para o caso de falência. Ninguém quer começar a investir em um negócio pensando que ele vai dar errado, comenta Arie Halpern, mas é melhor estar preparado para uma situação adversa do que ser pego de surpresa. O economista reforça que o relacionamento entre o investidor e a empresa precisa ser sólido para a parceria dar certo. Alejandro Cremades, autor do livro “The Art of Startup Fundraising”, cita Arie Halpern, afirma que confiar em quem você conhece é o caminho mais seguro para investir, por isso mantenha sempre uma boa rede de contatos profissionais.


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