Jardinagem agora tem pegada high-tech

O crescente interesse pela atividade de jardinagem e paisagismo, tanto no exterior como no Brasil,  especialmente por parte do público amador, está estimulando diversas empresas a criar dispositivos tecnológicos voltados para esse segmento.  Os números do setor dão uma boa ideia do tamanho desse mercado: nos EUA, entre  2013 e 2018, o setor de  jardinagem teve crescimento médio anual de 4,3% , segundo uma pesquisa da Statista. No Brasil, só o mercado de flores movimentou R$ 7,2 bilhões em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).

Como o tempo é um bem valioso, a maioria das tecnologias voltadas para jardinagem e paisagismo visa a realização de trabalhos menos atraentes, como a retirada de ervas daninhas ou a poda de plantas. Segundo levantamento realizado pela empresa de pesquisas de mercado Scarborough, metade dos apaixonados por jardinagem nos EUA é formado por  pessoas que trabalham em tempo integral e enfrentam muita dificuldade em conciliar o hobby com os seus compromissos diários. Por isso, eles estão dispostos a pagar caro por tecnologias que lhes permita tornar a atividade mais eficiente e prática.

Robôs

Se, por um lado, investir em robôs pode tirar parte da graça de colocar a mão na terra, por outro,  garante um jardim bem cuidado e monitorado diariamente. Um exemplo de  máquina que cuida de plantas nos mínimos detalhes é o robô fazendeiro da empresa FarmBot. Com a ajuda de estruturas de metal, o pequeno robô desliza pelo jardim a alguns metros do chão, plantando sementes, removendo ervas daninhas e regando as plantas.

O Farmbot é dotado de câmeras e sensores que o tornam capaz de reconhecer diferentes tipos de planta e até avaliar as condições da mesma, identificando folhas secas e galhos quebrados. Os  sensores também o ajudam a combater pragas ou insetos que atrapalham o crescimento das plantas. O resultado é o mesmo de ter um jardineiro particular em casa.

A também norte-americana  iRobot desenvolveu o Terra, um pequeno robô que  executa a difícil função de aparar a grama. A máquina possui sensores para não esbarrar em outros objetos, como cercas ou pedras, e percorre todo o perímetro do gramado de maneira independente. Diferentemente de outras máquinas com a mesma função, Terra não precisa que sensores sejam instalados nas áreas onde a poda não é necessária. Basta programá-lo para que fique longe de uma área específica e a ordem será obedecida.

É possível acompanhar o trabalho feito pelo Terra por meio de um app instalado no celular, o que permite monitorar o serviço à distância, longe de casa e  até mesmo fora do país. Segundo a empresa responsável pelo robô, atualizações serão lançadas ao longo do ano para que todos os exemplares do Terra possam se conectar com dispositivos inteligentes como a Alexa, da Amazon.

Apps

Para os que procuram uma experiência que envolva mais contato com a terra e menos tecnologia, existem alguns apps que podem transformar qualquer executivo em um verdadeiro jardineiro profissional. Um dos mais conhecidos é o Garden Answers, um identificador digital de plantas. Ele possui mais de 2.000 tipos de plantas cadastradas e pode identificar as diferentes espécies com o uso da câmera do celular, com uma foto em tempo real.

Outro app que dá importantes informações para quem pretende entender mais sobre jardinagem é o My Soil. Ele ajuda o usuário a identificar cada tipo de solo e recomenda plantas que funcionam melhor para cada variedade de terra.

Em meio a tantas novidades, muita gente está conseguindo  transformar a paixão em fonte extra de renda. Algumas dessas tecnologias, embora caras, podem ser o diferencial para que uma pequena horta caseira de ervas aromáticas possa se transformar em uma loja de orgânicos capaz de suprir as necessidades da vizinhança ou mesmo de um bairro inteiro. A tecnologia pode ser uma aliada importante para a profissionalização da atividade.

 

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