Jovem cria startup para salvar leitões

Invenção de jovem cientista pode salvar leitões

Durantes os três primeiros meses de vida de um leitão, uma das maiores ameaças a sua sobrevivência é a própria mãe. Cerca de 6 milhões de recém-nascidos por ano são esmagados acidentalmente por suas progenitoras, explica o diretor do bem-estar animal do National Pork Board (EUA) a CNN. Este número representa quase 5% da espécie, o que vem preocupando os fazendeiros.

Matthew Rooda, pesquisador de 23 anos da Universidade de Iowa, desenvolveu uma controversa solução para o problema. O sistema chamado de SmartGuard é um dispositivo que monitora os comprimentos de onda e as frequências de gritos dos animais. É também colocado um cinto na mãe que dá um leve choque quando detectado o perigo de um leitão. É aí que mora a controvérsia.

Esse cinto funciona como uma espécie de coleira de choque feita para cães, mas com intensidade 25% a 50% menor, explica Rooda. “Se a primeira vibração não funcionar, esperamos cinco segundos para repetir e assim continuamos até dar certo”.

Rooda afirma que sua startup, a SwineTech, trabalha com veterinários para garantir que o dispositivo não machuque o animal.

O dispositivo faz o monitoramento das porcas por até seis dias após o nascimento dos leitões. Em média, é preciso que o cinto seja acionado duas vezes neste período. Rooda, porém, acredita que o sistema pode condicionar a mãe a não deitar sobre seus filhotes.

Até o funcionamento do SmartGuard, foram realizados quatro anos de testes em quatro fazendas diferentes. O resultado neste tempo mostra uma taxa de sucesso de 74%, algo como 1.000 leitões salvos.

Até agora, a startup de Rooda arrecadou US$ 1,6 milhão. Três fazendas comerciais em Iowa, Illinois e Tennessee implantarão o sistema. Para cada propriedade com 5 mil porcos, o executivo afirma que são necessários 74 SmartGuards – cada um custa 1.200 dólares.


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