Lâmpadas de garrafas plásticas levam luz para regiões carentes

(Imagem de divulgação)

Áreas com difícil acesso ou regiões que foram atingidas por desastres naturais sofrem com a falta de diversos recursos, um deles a energia elétrica. Diariamente, mais de 1,5 milhão de pessoas vivem sem luz durante a noite, contando apenas com a luz parcial de velas e lâmpadas de querosene, segundo o portal Mashable.

O projeto aberto “Liter of Light” (“litro de luz”, em tradução livre) surgiu com uma solução econômica e prática para resolver esse problema: garrafas plásticas capazes de gerar energia elétrica a partir de energia solar. Para criar a lâmpada, utiliza-se uma garrafa de dois litros cheia de água misturada com água sanitária. A água sanitária evita o surgimento de algas, que escurecem a água, enquanto a água cristalina reflete a luz do sol por toda uma área. Essas garrafas são então colocadas no telhado, metade para fora e metade para dentro da casa, e geram luz equivalente a uma lâmpada de 55 watts durante o dia. Para o período noturno, elas podem ser conectadas a pequenos painéis solares que geram até dez horas de luz. Essas podem ser usadas para construir postes de luz nas ruas.

“Vamos até as vilas e oferecemos uma fonte de luz gratuita durante o dia”, disse o fundador do projeto Illac Diaz ao portal. “Depois de dois meses, voltamos e oferecemos o dispositivo que permite que essas lâmpadas funcionem também durante a noite.” Segundo ele, os morados conseguem pagar pelo aprimoramento com o dinheiro que economizam nesse período não tendo que pagar por outras fontes de energia. Uma lâmpada noturna feita de garrafa plástica custa aproximadamente US$ 25 dólares, enquanto outros modelos que utilizam energia solar podem chegar a US$ 1000. Diaz afirma que o projeto ensina os moradores como fabricar suas próprias lâmpadas, para que eles possam ter independência em suas moradias. “Construção aberta, feita localmente e acessível; Esses são os pontos que tornarão a energia acessível para as pessoas que moram em áreas remotas, sem acesso à eletricidade”, disse ele ao portal Citiscope.


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