Lixeira inteligente armazena até 8 vezes mais lixo que lixeiras comuns

A coleta de lixo é um problema em diversas cidades do mundo. Um estudo da IBM diz que a quantidade de lixo deve dobrar nos próximos 20 anos enquanto a população aumenta de 7 bilhões para 8,6 bilhões até 2030. Diante da gravidade do problema, diversas startups enxergam no lixo grandes oportunidades de crescimento à partir da inovação tecnológica. Um bom exemplo é o da sul-coreana Ecube Labs, que desenvolveu lixeiras inteligentes chamadas CleanCUBE,  capazes de monitorar e compactar o nível de lixo dentro delas, enviando informações para a rede de limpeza urbana. De acordo com a startup, a utilização das lixeiras diminui os custos operacionais com limpeza em 80%.

A lixeira tem o funcionamento semelhante a um compactador de lixo, podendo armazenar até 8 vezes a quantidade de detritos de uma lixeira tradicional. Seu funcionamento se dá por meio de painéis solares instalados na parte superior da lixeira. Todas as unidades fabricadas ficam conectadas a uma rede da Ecube Labs e é possível rastreá-las por um sinal GPS.

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A eficiência do produto e aceitação por parte da população levou a Ecube a distribuir 2.500 lixeiras inteligentes em cidades, campus, parques e restaurantes ao redor do mundo. Um dos países que recebeu alguns exemplares foi a Colômbia, nas cidades de Ibagué e Santa Marta. Segundo Roger Kim, diretor da empresa, o motivo era mostrar que o produto funcionava não apenas em países de primeiro mundo. “Quando conversamos com investidores e com a mídia, eles sempre pensam erroneamente que as soluções se aplicam apenas a países ricos”, disse ele ao “The Guardian”. “Nós queremos mostrar que isso está errado.”

Cada lixeira inteligente da empresa custa entre US$ 2 e US$ 3 mil, por isso foi preciso desenvolver uma tecnologia mais barata para viabilizar sistemas inteiros de coleta inteligente em cidades de países em desenvolvimento, como a Colômbia. A startup desenvolveu também um sensor com bateria de dez anos de duração que pode ser acoplado a lixeiras.

Os dados de cada CleanCUBE são acessados por meio de um aplicativo criado pela startup que planeja a retirada dos lixos de acordo com as informações enviadas pelos sensores. A informações são enviadas para que as empresas de limpeza urbana possam retirar o lixo quando os dispositivos acusam estar cheios. Esses sensores já estão sendo instalados em cidades na Europa, no Oriente Médio, Ásia, América do Norte e México e cidades brasileiras também manifestaram interesse na coleta inteligente oferecida pela empresa.

Para Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas, tecnologias que auxiliam na limpeza urbana são sempre bem vindas, porém é empírico que transformemos nossa relação com o lixo. “Por ano são produzidos mais de 1,3 bilhões de toneladas de lixo. Esse número só irá aumentar nas próximas décadas, tornando necessário pensarmos em formas disruptivas de descarte de resíduos”, completa Arie.

 


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