Maior sol artificial do mundo indica o futuro das energias renováveis

Maior sol artificial do mundo indica o futuro das energias renováveis

Cientistas alemães testaram com sucesso na segunda-feira (8/5) o maior sol artificial do mundo. A eficácia do projeto pode ser um fator importante para regiões com climas bem instáveis, como em alguns lugares na própria Alemanha.

Composto por 149 lâmpadas de alta potência, o sistema chamado de Synlight produz até cerca de 10 mil vezes a intensidade da luz solar na superfície da Terra. Se concentrado em um único ponto, as lâmpadas podem gerar temperaturas extremas de até 2982 graus Celsius.

Os cientistas dizem que esperam aproveitar o calor para produzir combustíveis de hidrogênio, uma alternativa para o abastecimento de veículos e aviões.  “Precisamos expandir a tecnologia de forma prática para alcançar as metas de energia renovável”, contou ao Mashable o ministro do Meio Ambiente de North Rhine-Westphalia, Johannes Remmel.

Existe no deserto dos Estados Unidos tecnologia semelhante de emissão dessa energia. Usinas solares usam espelhos para concentrar a luz sobre a água, fazendo com que o calor emitido produza vapor para girar turbinas e gerar eletricidade limpa.

O hidrogênio é conhecido como o combustível do futuro porque, ao contrário do petróleo e do gás natural, não produz dióxido de carbono quando queimado, não contribuindo, assim, para o aquecimento global.

O Synlight ainda não é solução para os problemas das energias não renováveis, já que requer grande quantidade de eletricidade para funcionar. Para se ter uma ideia, quatro horas de operação do dispositivo consome a mesma coisa que uma casa de quatro pessoas durante um ano.


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