Máscara emite luz de alerta quando usuário foi contaminado por covid-19

Certamente, uma vacina que produzisse imunização em massa contra o novo coronavírus seria o melhor que a pesquisa científica poderia oferecer nesse momento, e ela tem sido incansavelmente buscada em laboratórios do mundo todo. Mas há uma série de avanços usando outras tecnologias que fornecem ferramentas eficientes para que possamos diminuir os índices de contágio enquanto a cura definitiva não vem.

Uma equipe formada por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e da Universidade de Harvard está concluindo um projeto, que deverá ser lançado em breve, de uma máscara de proteção que indica se a pessoa que a está usando foi contaminada pela covid-19. Sempre que o usuário tossir e espirrar, ou mesmo que esteja apenas respirando, um conjunto de luzes vai indicar se há a presença do vírus. Para que o equipamento faça efeito, deverá permanece pelo menos por três horas no rosto, para que o dispositivo de análise possa oferecer um resultado.

Esse tipo de equipamento traria uma série de vantagens, suprindo a falta de testes que está sendo enfrentada em vários lugares, alertando rapidamente os usuários e as pessoas de seu entorno, e também já servindo como uma forma eficiente de proteção. “A tecnologia tem um papel a cumprir na busca por respostas à pandemia; já estamos vendo diversas aplicações sendo implantadas na área de saúde”, afirma o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. “Além dos equipamentos inovadores, os avanços tecnológicos podem contribuir para as soluções ganham escala, sejam produzidas em massa e a preços acessíveis, principalmente agora que o centro da pandemia está apontando em direção aos países em desenvolvimento”, completa.

Resgatando conhecimento

Os especialistas acreditam que o desenvolvimento do novo equipamento será facilitado pelos testes já feitos no passado para a detecção de outras doenças. A principal referência é a tecnologia foi desenvolvida em 2014, pelo próprio MIT, com sensores que podiam determinar a contaminação por ebola. A partir de 2018, ela já havia sido adaptada e conseguia responder aos vírus de sars, sarampo, influenza, hepatite C, entre outras doenças. Dessa forma, a expectativa é que em pouco tempo esteja também disponível a adaptação para a covid-19.

 

Com informações: Business Insider; Exame; MIT; Harvard; OMS.