Mercado de tecnologias assistivas deve superar US$ 26 bi

“Tecnologias assistivas, participação ativa”. Esse foi o tema escolhido pela ONU para celebrar, nesta semana, o Dia da Conscientização do Autismo. Estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas sofram de autismo no Brasil. Quase um quarto da população tem alguma deficiência, de acordo com o IBGE. E, no mundo, são cerca de 1 bilhão, conforme a OMS.

A tecnologia vem desempenhando um papel essencial para a inserção dessas pessoas. Aplicativos e softwares têm sido um aliado importante não apenas para o aprendizado, mas também para promover melhor qualidade de vida.

Premiado pela ONU como melhor app de inclusão social, o Livox traduz símbolos em comandos de voz. Ele foi desenvolvido por um analista de sistemas brasileiro para ajudar a filha a se comunicar. O app possui um repositório com mais de 12.000 imagens e já foi adaptado para mais de 25 idiomas.

Também criado no Brasil, o ABC Autismo é um jogo com 40 fases interativas divididas em quatro níveis de dificuldade. A estrutura é baseada na metodologia TEACCH (Tratamento e educação para autistas e crianças com déficits relacionados com a Comunicação), da Universidade da Carolina do Norte.

“A tecnologia assistiva está se tornado cada vez mais conhecida e é uma área de boa aplicabilidade da inteligência artificial”, afirmou Lúcia Miyake, especialista em pesquisa e tecnologia assistiva, em entrevista recente à BBC News.

Em maio de 2018, a Microsoft, anunciou investimento de US$ 25 milhões em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência. E, segundo projeção da Coherent Market Insights, o mercado de dispositivos para pessoas com deficiência deve superar US$ 26 bilhões até 2024.

Uma empresa britânica, a Auticon, está indo além e ampliando a entrada de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Eles descobriram que elas são excelentes para realizar testes de softwares. A habilidade de realizar tarefas que exigem atenção contínua, faz com que sejam muito eficientes para decifrar sequências lógicas e identificar erros.

“Apoiar pessoas com deficiência para que atinjam seu pleno potencial faz parte dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Nesse campo, a inovação tecnológica tem papel fundamental. No campo dos negócios, essas iniciativas vem sendo chamadas de negócios com impacto social”, destaca Ariê Halpern, empresário e especialista em tecnologias disruptivas.

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