Metrô na China passa a aceitar pagamento pelo telefone

Metrô na China passa a aceitar pagamento pelo telefone

Qualquer cidadão de Pequim, na China, que possuir um celular Android atualizado poderá andar de metrô sem precisar pegar fila para comprar bilhete. Com o aplicativo desenvolvido pela Yikatong, o morador da capital chinesa só precisará vincular a plataforma com sua conta e aproximar seu aparelho do terminal. 

Isso só será possível para aparelhos com NFC – tecnologia encontrada na maioria dos aparelhos hoje fabricados, permitindo a troca de informações entre dispositivos sem necessidade de fio.

Os chineses não terão dificuldade para se acostumar com o uso da tecnologia, já que é natural no país pagar qualquer tipo de coisa – desde contas até comida de rua – utilizando o aparelho celular. Por isso, parece só questão de tempo para que a novidade seja inserida na rede de transporte público de toda a China, afirma o Financial Times

A Apple foi colocada para escanteio no projeto chinês devido à sua políticaque não permite o sistema de pagamento sem contato – ou seja, a capacidade de pagar por algo aproximando um telefone a um terminal – para outros aplicativos além do Apple Pay.

Por outro lado, os concorrentes que fazem uso do sistema Android permitem o pagamento sem contato a outros aplicativos, como o próprio Yikatong, WeChat Pay e o AliPay.

“A política da Apple é contraproducente”, afirmou Mark Natkin, diretor da Marbridge Consulting, consultoria de tecnologia baseada em Pequim, ao jornal britânico“Com isso, a empresa bloqueia uma variedade de iniciativas envolvidas no projeto da China em introduzir tecnologias de cidades inteligentes”.

A China representa o maior mercado de pagamentos móveis do mundo, com uma estimativa de US$ 8,8 milhões em transações no ano passado, afirma o iResearch

Ao desenvolver o pagamento dos transportes públicos via celular, a capital chinesa supera outras grandes capitais ao redor do mundo.

Na cidade de São Paulo, a última tentativa de avanço na área foi o uso de um papel com QR Code impresso para substituir o uso dos bilhetes. Após um período de testes em estações de trem, a inovação não foi implantada


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