Mineração de moeda virtual já representa 1% da energia consumida no mundo

Segundo cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, o processo de mineração de Bitcoins já representa 1% do consumo mundial de energia. Análises de especialistas concluíram que esse tipo de atividade libera mais CO2 à atmosfera do que os processos de mineração de ouro.

Um recente estudo da empresa de programação Adguard concluiu que há meio milhão de pessoas minerando criptomoeda atualmente em todo o mundo. Apesar do nome, a atividade não consiste em sair por aí explorando sites em busca de bitcoins perdidas ou escondidas, mas sim em colocar sua máquina à disposição das empresas de criptomoeda.

Como funciona o processo de mineração?

O processo de mineração de criptomoedas – sejam elas Bitcoins ou de outra “marca” – significa oferecer uma grande quantidade de processamento computacional para realizar cálculos para as plataformas de moeda virtual. Basicamente, significa que você está colocando o desempenho do seu computador a serviço das empresas de criptomoedas.

Mas o que eles fazem com isso? As empresas de moeda virtual precisam, além de uma rede segura para realizar as transações, de um registro de tudo o que é negociado na rede. Em outras palavras, elas precisam de um livro de contabilidade com informações sobre as transações. Esse livro é conhecido como blockchain.

Quem cuida do blockchain? Os mineradores. Todo o volume de transações precisa de um código complexo para armazenar tudo o que foi negociado em um certo período de tempo e para criptografar essas transações. Para gerar esses códigos, há um custo computacional grande, e é aí que entram os mineradores.

Basicamente, o minerador é recompensando com Bitcoins – ou outras moedas virtuais – em troca de colocar o seu computador a serviço da criação de códigos para essas empresas. E a criação desses códigos requer muita dedicação das máquinas.

Apesar de parecer promissor, o ramo da mineração de moedas virtuais teve longas transformações ao longo dos anos. Em meados de 2012-13, quando surgiram as moedas virtuais, era possível minerar com computadores simples. Hoje, o processo ficou muito mais complexo por conta do aumento no número de transações, que por sua vez demandam uma quantidade muito maior de códigos.

Sendo assim, o processo de mineração de criptomoedas deixou de ser uma aventura tão lucrativa para ser um serviço mais exato: diversas empresas vendem hardware específico para a mineração, porém esses equipamentos possuem elevado custo. Para quem deseja entrar nesse ramo, é necessário pesar o custo da máquina – e também da energia, que está cara no Brasil – para não sair no prejuízo.

Para Arie Halpern, economista e especialista em tecnologias disruptivas, o termo mineração é muito efetivo para descrever o futuro desse tipo de atividade “Em muitos aspectos, o destino dessa prática é semelhante ao garimpo de metais preciosos: no início, há um terreno muito rico e poucos mineradores que conseguem extrair lucro com materiais mais básicos. Posteriormente, a atividade se torna um negócio e há uma onda de novos mineradores, investidores e empresas que fornecem materiais aos novos aventureiros. Com isso, o lucro diminui e aumenta o investimento inicial, resultando em retornos mais demorados”, conclui Arie.


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