Mitos e verdades sobre a tecnologia de conexão 5G

O 5G não se resume à maior velocidade de conexão que permitirá ver filmes em alta resolução pelo smartphone em qualquer lugar. Além de maior largura de banda, que possibilita transmitir mais dados ao mesmo tempo, e latência reduzida, que é a capacidade de transmitir informações em menos tempo ou quase imediatamente, o 5G fará com que seja possível tirar proveito de várias tecnologias que hoje são limitadas pela falta de uma rede robusta, barata e mais universal. A Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês para Internet of Things), a capacidade de dar inteligência e conectividade a literalmente qualquer coisa, é a principal delas.

Como toda nova tecnologia, o 5G vem cercado de mitos e falsos alarmes. Alguns dos mais comuns são:

– 5G consome mais energia

Mito. Não é verdade que o 5G é uma tecnologia de uso mais intensivo de energia do que as gerações anteriores, o que aumentaria a pegada de carbono. O 5G é, na verdade, o primeiro padrão móvel com consumo de energia otimizado. As antenas 5G funcionam sob demanda e só transmitem dados quando e onde necessário. Elas consomem metade da energia das antenas 4G por GB transportado e a previsão é que, com sua multiplicação, cheguem a reduzir em dez vezes a energia consumida por GB transportado.

 5G é mais vulnerável a ataques

Mito. Considerando que o 5G tem mais velocidade, menor latência e, portanto, pode conectar milhões de aparelhos por quilômetro quadrado, é natural supor que terá maior vulnerabilidade a ataques. A nova tecnologia, porém, tem mecanismos de controle mais sofisticados. Um deles é a análise de padrões. Se um acesso foge ao padrão, seja em volume de dados ou por um desvio do local para onde os dados deveriam ir, uma ação de segurança é acionada. A capacidade de monitorar os dispositivos e controlar o fluxo de dados será maior e mais sistematizado do que temos hoje.

– Antenas 5G são radioativas e prejudicais à saúde

Mito. Existem dois tipos de radiação, a ionizante e a não-ionizante. A primeira, usada, por exemplo, na bomba atômica, pode quebrar ligações moleculares destruindo as células e alterando o DNA de seres vivos. A não-ionizante é produzida por ondas de baixa frequência, como o rádio e a rede celular, e não causa mal aos seres vivos. Essa é a usada na tecnologia 5G, a mesma usada em micro-ondas, que, no máximo, podem aquecer o corpo.

“Entre as verdades sobre a tecnologia 5G, a mais animadora é que, sim, ela possibilitará conexões muito mais rápidas. Os dispositivos podem funcionar em massa e transferir informações em uma fração do tempo que demandam hoje. O download de um filme de duas horas, por exemplo, baixará de 6 segundos na rede 4G, para cerca de 3,6 segundos”, explica o especialista em tecnologias disruptivas Arie Halpern. A velocidade média de uma rede da quarta geração está entre 100 e 200 Mbps, com o 5G será possível atingir de 10 a 20 Gbps.

Uma verdade que pode ser menos animadora para alguns é que, para se beneficiar das vantagens do 5G, será necessário investir em novos smartphones e outros dispositivos.